Logística é tudo

Depois da polêmica aparentemente superada no episódio envolvendo o calote dado pela empresa Niplan Engenharia em cerca de 950 operários contratados para trabalhar nas obras do Projeto Star, a Bracell voltou a ganhar os holofotes nesta semana, mas por razões menos conturbadas. A multinacional, que assumiu uma dívida que pode ultrapassar os R$ 16 milhões para honrar os compromissos trabalhistas negligenciados pela empreiteira paulistana, voltou suas atenções novamente ao seu megaempreendimento, o maior dos últimos 20 anos em todo o estado de São Paulo.

Nessa quinta-feira (7), executivos da empresa, inclusive o diretor-geral da RGE (Royal Golden Eagle), Anderson Tanoto, que está no Brasil há algumas semanas, se reuniram para a inauguração do complexo intermodal que será utilizado para escoamento de sua produção. O terminal, localizado na vizinha cidade de Pederneiras, é fruto de uma parceria entre Bracell e empresa MRS, responsável pela construção e também pela operação do local. O investimento foi de R$ 58,5 milhões, considerando o ramal ferroviário, que é a grande cereja do bolo.

Será pelos trilhos que as composições com até três locomotivas e 60 vagões vão percorrer mais de 500 quilômetros para levar a produção de celulose da nova fábrica em Lençóis Paulista até o Porto de Santos e de lá direto para outras unidades do grupo RGE, na Ásia. A estimativa é de que a empresa tenha investido quase R$ 600 milhões na aquisição de mais de 60 locomotivas e quase 500 vagões para a execução do transporte. Além disso, no próprio Porto de Santos, para a operação de outro terminal de carga, foram desembolsados outros R$ 255 milhões. É logística que não acaba mais.


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