A política nossa de cada dia

A cada dois anos, eleitores de todo o Brasil vão às urnas para exercer o direito democrático do voto pelo qual tanto se lutou em um período não muito distante de nossa história. É ele (o voto) a ferramenta soberana que permite a todo cidadão escolher quem quer como representante para os próximos anos em todas as esferas da política, tanto no Poder Executivo quanto no Poder Legislativo.

No final, vencem aqueles que obtiverem mais apoio nas urnas, de acordo com as regras que regem o sistema eleitoral do país. Quem assume, entretanto, tem o dever de defender os interesses de todo cidadão, sem distinção, como prega a Constituição Federal, não apenas daqueles que lhes ascenderam aos respectivos cargos. Na prática, infelizmente, não é isso que se vê no dia a dia.

Muitos, inclusive, vencem justamente com este discurso, mas não conseguem sustentar por muito tempo a imagem criada a cada quatro anos para convencer o cidadão. Em um sistema cada vez mais descredibilizado, cheio de vícios e artimanhas, alimentado por uma busca incessante por influência e poder – e tudo o que isso proporciona – o que se vê, em boa parte dos casos, é a defesa de interesses pessoais.

Esqueça aquele discurso de campanha. No dia a dia da política o que pesa para a esmagadora maioria é o próprio benefício. Nenhuma causa é importante suficiente se não trouxer um benefício eleitoral ou, pior ainda, se tiver o potencial de causar prejuízo político. Vale tudo para manter os privilégios conquistados ‘a duras penas’. É obvio que existem exceções, mas elas estão cada vez mais raras de se ver.

Para quem é de Lençóis Paulista, esta semana foi bem elucidativa, colocou todos os representantes do Legislativo no mesmo barco, alguns por força dos próprios ideais conservadores e retrógrados, outros por mero receio. O que é pior? Contra o primeiro grupo pesa o egoísmo. Contra o segundo, também a covardia.


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