À espera da paz

2021 começa com grande expectativa acerca da vacinação contra o temido novo coronavírus. Depois de um ano repleto de medos e incertezas causadas pela mais devastadora crise sanitária já enfrentada pela humanidade, a população mundial anseia pela imunização. Mais do que isso, espera ansiosamente para ter de volta a rotina que lhe foi tirada sem prévio aviso.

Enquanto o Brasil, em meio a incontáveis conflitos entre os representantes máximos de suas esferas governamentais, ainda ensaia o início da aplicação dos imunizantes, dezenas de nações já colocaram em prática seus planos de vacinação, inclusive na Amárica Latina, como o México, o Chile, a Costa Rica e a vizinha Argentina.

Nessa sexta-feira (8), de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Noruega se tornou o 50º pais da lista. Até a data, o número de pessoas vacinadas em todo o planeta chegava a 17,5 milhões, ainda pouco diante dos 7,8 bilhões de habitantes, mas considerável em razão dos desafios enfrentados para que um antídoto contra este mal fosse desenvolvido.

Por aqui, o Governo de São Paulo planeja iniciar o Plano Estadual de imunização daqui a duas semanas, no dia 25, aniversário da capital. entretanto, a CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, ainda precisa obter a liberação emergencial da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A vacina, objeto de desconfiança por parte da população pelo fato de ser ‘chinesa’, teve sua taxa de eficiência apresentada nesta semana: 78% para casos leves e 100% para casos graves e moderados. Mas os dados são questionados por especialistas por não representarem a eficiência global. Em breve, a resposta virá da Anvisa, mas, de qualquer modo, a CoronaVac, chinesa ou não, é o mais perto que temos da paz.

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