SAAE deve construir novo poço profundo e reservatório na região da Cecap

Com recursos próprios e estaduais, obra está orçada em R$ 4,7 milhões

Com o objetivo de ampliar o abastecimento de água na Zona Leste de Lençóis Paulista, o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos) planeja implantar um novo reservatório na região, que é uma das mais populosas da cidade. O projeto também contempla a perfuração de um novo poço tubular profundo e a construção de um centro de apoio operacional da autarquia.

Para viabilizar a obra, o primeiro passo é a desafetação de dois terrenos destinados à implantação de uma área de lazer, que precisam ser reclassificados para uso institucional. Os lotes, que já pertencem ao município, ficam na parte alta do Núcleo Habitacional João Zillo (Cecap), na Rua Humberto Peregrino, entre as ruas Ciro Fernandes e Amadeu Amaral.

Os terrenos possuem áreas totais de 4.586,82 m² e 4.520,84 m², das quais pretende-se utilizar 1.981.95 m² e 2.708,76 m², respectivamente. O espaço menor deve ser destinado à implantação do reservatório e à perfuração do poço profundo. O outro lote tem como finalidade a construção de um novo centro de apoio operacional para armazenamento de materiais e veículos.

Além da melhoria do atendimento prestado à população pelo SAAE, a justificativa para a mudança de finalidade dos locais é a existência de outras áreas de lazer nas imediações, como o Estádio Distrital Eugênio Paccola, a quadra de areia da Praça Armando Orsi, além da quadra poliesportiva e da pista de skate da Praça Maria José Batista dos Santos.

Após a realização de audiência pública, no dia 4 deste mês, a proposta deu entrada na Câmara Municipal para apreciação dos vereadores. O Projeto de Lei 56/2021, de autoria do Poder Executivo, foi lido na sessão da última segunda-feira (24) e seguiu para análise das comissões internas. Depois da elaboração dos devidos pereceres, o texto segue para votação.

Região tem aproximadamente 13,5 mil habitantes

A obra é considerada de extrema importância, visto que parte do abastecimento da região é feito por dois poços profundos – Almoxarifado Municipal e Jardim Príncipe – que também atendem outros setores, o que faz com que o fornecimento seja majoritariamente suprido por adutoras vindas da ETA (Estação de Tratamento de Água) do SAAE, na Vila Santa Cecília.

Segundo André Paccola Sasso, diretor da autarquia, por conta dessa condição, ocorre falta de fornecimento de água sempre que manutenções em qualquer ponto do trajeto compreendido entre a ETA e a região obrigam interrupções do bombeamento na rede, o que acontece com relativa frequência, já que as adutoras passam por uma área bem extensa da cidade.

“A implantação de mais um reservatório e a perfuração de um novo poço profundo devem refletir diretamente na qualidade do serviço prestado pelo SAAE, principalmente em relação ao fornecimento de água para cerca de 3 mil imóveis da região. Estamos falando em aproximadamente 13,5 mil pessoas que moram e trabalham naquela área da cidade”, explica.

A região atendida contempla toda a área conhecida como Cecap, que inclui os núcleos habitacionais João Zillo I, II, III e IV e os conjuntos habitacionais Lençóis Paulista I e II; os jardins Itapuã, João Paccola e Príncipe; o Residencial Antônio Lorenzetti Filho; além do Jardim Flamboyant, que está em fase de implantação, com cerca de 700 lotes.

Mais da metade do investimento sai do caixa da autarquia

De acordo com informações fornecidas à reportagem de O ECO, o projeto do poço tubular profundo da Cecap prevê a captação de 200 metros cúbicos de água por hora, diretamente do Aquífero Guarani. A obra tem investimento estimado em R$ 2,2 milhões, com recursos provenientes de convênio com o Governo do Estado de São Paulo, que está em fase de tramitação.

Para o reservatório, com capacidade para armazenar 2 mil metros cúbicos de água, está prevista a aplicação de R$ 2,3 milhões em recursos próprios do SAAE, que ainda deve desembolsar cerca de R$ 282 mil para custear a construção do novo centro de apoio operacional. Com a obra, a cidade passará a contar com 14 poços profundos e 30 reservatórios de água.

“A ampliação da oferta de água potável no setor traz muitos benefícios. Possibilita a melhor distribuição da água, o que resulta em ganhos de eficiência operacional e energética, além de diminuir os riscos de falta de fornecimento”, relata Sasso, que explica que melhorar a eficiência também é o principal objetivo do novo centro de apoio operacional.

“Atualmente, o SAAE conta com apenas um local para armazenamento de materiais, no Núcleo Habitacional Luiz Zillo. Dependendo do lugar do serviço, nossas equipes precisam se deslocar mais de cinco quilômetros. Com a nova estrutura e outras que implantaremos futuramente, esperamos otimizar o trabalho, reduzir o tempo de manutenção e também reduzir custos”, completa.

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