Respeito ao próximo e o limite de cada um

Semana marca comemoração do Dia Nacional de Luta da Pessoa Com Deficiência

“Todo mundo tem uma deficiência, afinal, ninguém é perfeito. O importante é respeitar o próximo e o limite de cada um”. É assim que Antonio Carlos Taioque, de 45 anos, quer viver sua vida. Para ele, uma pessoa com deficiência não deve somente lutar pelos seus direitos, mas também estar ciente de que existem deveres a serem cumpridos. Somente desta forma a palavra “igualdade” será literalmente colocada à prova.

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado na segunda-feira (21), levanta uma importante reflexão sobre o tema. Será que o país está no caminho certo para a inclusão? Enquanto alguns nascem com algum tipo de deficiência, outros a adquirirem com o tempo. E o tempo também é essencial para se adaptar à nova realidade. É o caso de Taioque, que ficou paraplégico após um acidente de moto, com apenas 21 anos, época em que começava a sonhar com seu futuro.

“Foi um choque para mim, tanto que várias vezes me peguei pensando no que ia fazer e como seria meu futuro. Muitas vezes, a gente não dá valor a coisas simples do dia a dia, como uma caminhada ou mesmo a sensibilidade da pele. Quando a condição de deficiência é estabelecida, logo vem a vulnerabilidade e os pensamentos ruins. O apoio da minha família me deu uma direção e me mostrou que daria para eu me adaptar e fazer coisas que eu fazia antes do acidente”, comenta.

Taioque é casado com Graciela Cardoso e pai de Maria Eduarda, de oito anos. E foi através da esposa que conheceu a Adefilp (Associação dos Deficientes Físicos de Lençóis Paulista), entidade que representa em diversas competições adaptadas. “Tentei fazer muitas coisas e logo percebi que precisava de algo a mais. Foi quando conheci a Adefilp, através da minha esposa, que conhecia o professor Caldeira. Hoje, faço parte da equipe de atletismo, o que melhorou muito a minha condição física. Consigo ser mais independente, viajo e conheço pessoas em situações muito mais difíceis que a minha. Pessoas que estão lutando e me enchem de motivação e esperança”, relata.

Sobre a luta por mais acessibilidade, Taioque diz que os avanços são muitos, mas ainda há o que melhorar. “Os deficientes têm direitos, mas também deveres. É tudo igual. A única coisa que nós pedimos é o direito de ir e vir. Graças a Deus, Lençóis Paulista está bem na frente de ouras cidades. Cada vez mais as pessoas estão aceitando e vendo que o deficiente também gasta, come, se veste. Antes, se parássemos no farol esperando abrir, vinha alguém oferecer uma moeda e não é isso que queremos. Queremos que a população nos encare como pessoas que somos”, pontua.

Para finalizar, Taioque faz um relato emocionado. “Além de fazer parte da equipe de atletismo da Adefilp, também trabalho na coordenação da entidade. Graças a Deus, hoje, a minha vida é corrida. São tarefas bastante prazerosas que a Adefilp me trouxe. Somos uma grande família e cada um respeita o limite do outro. É o que sempre digo: todos nós temos uma deficiência, ninguém é perfeito. O importante é respeitar o próximo e o limite de cada um. Assim conseguimos viver bem na sociedade”, finaliza.

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