Prefeitura adere ao Boletim Social da PM

REUNIÃO – Encontro contou com a presença de representantes de diversos órgãos (Foto: Divulgação)

Em reunião realizada na quarta-feira (4), Prefeitura Municipal e Polícia Militar realizaram um convênio para a implantação do programa Boletim Social Em Lençóis Paulista. A ferramenta busca integrar os órgãos de proteção social, como Conselho Tutelar e Ministério Público, para realizar a notificação de pessoas em situação de vulnerabilidade ou problemas sociais que são constatadas na atuação da PM.
Durante a reunião, o Major Fábio Pereira, subcomandante do 4º BPMI (Batalhão da Polícia Militar do Interior), fez uma apresentação sobre o funcionamento do sistema aos presentes. Participaram o prefeito Anderson Prado de Lima, a promotora de Justiça, Dra. Débora Orsi Dutra, a presidente do Conselho Tutelar, Sandra Tonin Nelli, e diversos secretários municipais.
“À Polícia Militar compete a atuação em situações de criminalidade. No entanto, infelizmente, é muito comum que durante uma ação o policial militar constate também uma situação que exige a atuação de outros órgãos. Com a implantação desse sistema, além da questão criminal, a PM também vai lançar no sistema esse problema social, que será encaminhado automaticamente ao órgão responsável”, explicou o major.
O Boletim Social é uma das ferramentas do sistema Orion da Polícia Militar e com ela será possível que os órgãos da rede de assistência social tenham acesso às informações e possam consultar a qualquer momento a situação de uma pessoa em situação de vulnerabilidade social identificada durante as ações da PM. A medida faz parte de um projeto de atendimento humanizado da PM a ocorrências não criminais.
O prefeito Prado explica que Lençóis Paulista é um dos primeiros municípios a abraçar a ideia. “É a terceira cidade a fazer a adesão ao sistema do Boletim Social, que vai reunir dados e informações para o Conselho Tutelar, Ministério Público, secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e outros órgãos públicos, tratando principalmente daqueles que são mais vulneráveis”, relata.
“Para o Ministério Público, esta medida é vista como muito importante, porque nós vamos conseguir dar um encaminhamento mais efetivo, um atendimento melhor as situações envolvendo pessoas vulneráveis, como idosos, crianças, vítimas de violência doméstica; de uma maneira integrada entre os órgãos de proteção e a polícia militar”, reforça a promotora de justiça, Débora Orsi Dutra.

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