Família busca recursos para tratamento de pequena Emanuelly

Internada desde o nascimento, ela está prestes a receber alta, mas precisa de quarto adaptado

Emanuelly Vitória da Silva ainda nem completou um ano e sete meses, mas já carrega um sofrimento que muitos não terão em uma vida toda. Devido a uma série de complicações no parto, desde seu nascimento, no dia 24 de setembro de 2019, ela vive em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), necessitando de inúmeros cuidados para sobreviver. Com a pequena prestes a receber alta, a família corre contra o tempo, já que a casa precisa de várias adaptações para recebê-la.

Segundo a mãe, Priscila Grifante, de 37 anos, por conta de uma asfixia no parto, Emanuelly sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser intubada e transferida para Bauru devido a uma grave encefalopatia hipóxico-isquêmica. Internada na UTI neonatal da Maternidade Santa Isabel, desenvolveu um quadro de paralisia cerebral, tendo que ser submetida a diversos procedimentos. Após três meses, deu entrada no Hospital Estadual, onde permanece até hoje.

Além da paralisia cerebral, Emanuelly tem insuficiência respiratória crônica e síndrome convulsiva, que a obrigam a utilizar um ventilador mecânico para respirar e uma sonda para se alimentar. Após mais de um ano e meio de internação sob cuidados intensivos, a pequena tem um quadro estável que permite a alta médica, mas sua condição requer acompanhamento permanente, além de uma série de equipamentos de alto custo, como os utilizados no hospital.

Para assegurar os diretos da filha, Priscila acionou a Justiça no ano passado, visando obrigar o Governo do Estado a dar o suporte necessário para que Emanuelly possa ir para a casa recebendo todos os cuidados que precisa. A batalha foi longa, mas vitoriosa. No final de março, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Secretaria Estadual de Saúde forneça diversos equipamentos, insumos e medicamentos de uso contínuo, além de acompanhamento permanente especializado.

Na lista estão ventilador mecânico com circuito para traqueostomia, oxímetro, fluxômetro, nobreak, entre outros itens fundamentais para que Emanuelly possa viver perto da família sem ter a saúde ainda mais comprometida. Também cabe ao Governo do Estado custear o atendimento multidisciplinar, com técnico de enfermagem 24 horas por dia e acompanhamento de outros profissionais de acordo com a necessidade (pediatra, fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudiólogo, psicólogo, etc.).

Apesar disso, a família necessita fazer uma série de adaptações em um dos quartos da casa dos avós de Emanuelly, no Conjunto Habitacional Maestro Júlio Ferrari, para que o ambiente ofereça as condições necessárias para a instalação dos equipamentos. Segundo Priscila, que já ganhou um berço para a filha, ainda é necessário instalar um poste de energia e toda a parte elétrica para 220 volts, além de um toldo, ar-condicionado, poltrona reclinável, mesa hospitalar, gerador, entre outras coisas.

“Tem sido muito difícil nesse um ano e meio. Viajo a cada dois dias para visitar a Manu, mas não vejo a hora de ter ela o tempo todo perto de mim, dos meus pais e da minha outra filha. Graças a Deus, conseguimos na Justiça os equipamentos, mas ainda precisamos preparar a casa para a chegada dela. Estamos fazendo de tudo, mas não temos dinheiro para arcar com os custos dessa adaptação. Por isso, peço a ajuda de quem tiver condições”, relata a mãe.

Para a adaptação do quarto que servirá de leito, que precisa ser concluída em, no máximo, um mês, a família tem feito diversas ações para arrecadar os recursos necessários. Doações em dinheiro, de qualquer valor, podem ser efetuadas via PIX: 14996426628 (chave celular), em nome de Mateus Felipe Grifante, tio de Emanuelly. Quem puder contribuir de outra forma, pode entrar em contato diretamente com Priscila, pelo telefone (14) 99799-7455.

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