Lençóis pode ter seis candidatos a prefeito
Além de Prado e Marise, Manezinho é apontado como terceira via; Neno, Dé Mazzini e Juruna completam lista
Por conta do novo coronavírus (Covid-19), 2020 tem sido um ano bem atípico em diversas áreas. Com as eleições municipais não tem sido diferente. Além do adiamento do pleito, que após aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo Congresso Nacional acontece nos dias 15 e 29 de novembro e não mais em 4 de 25 de outubro, a pandemia tem trazido outras implicações, a começar pela demora na definição dos nomes dos concorrentes, que em anos anteriores já se apresentavam como pré-candidatos, mas estão cautelosos quanto a isso neste ano.
A oficialização das candidaturas passaria a ser feita na última segunda-feira (20), quando teria início do período de convenções partidárias. Porém, com a mudança no calendário, os partidos se reúnem para definir seus representantes e articular coligações apenas entre 31 de agosto e 16 de setembro. Enquanto isso, quase tudo o que envolve a composição das chapas segue no campo das especulações, mas a reportagem de O ECO tem acompanhado de perto as movimentações de bastidores, que revelam que a corrida eleitoral pode ser bem mais movimentada do que nos anos anteriores.
Além do prefeito Anderson Prado de Lima (DEM), que deve fazer uso do direito de concorrer à reeleição, e de José Antonio Marise (PSDB), apontado como o mais cogitado para encabeçar a chapa de sua legenda, outro forte nome desponta como possível candidato a prefeito, como antecipado na quinta-feira (23) pelo podcast Politicando (www.youtube.com/OECOTV). Manoel dos Santos Silva, o Manezinho (PSL), teria em seu entorno uma forte movimentação para a viabilização de uma terceira via com chances de fazer frente aos adversários, naturalmente considerados mais fortes.
Pelo menos outros três nomes ainda podem surgir na disputa. Um deles é José Antonio Silva, o Neno (PSD), presidente da Acilpa (Associação Comercial e Industrial de Lençóis Paulista), que, inclusive, já manifestou publicamente seu interesse. O outro é o ex-vereador Celso Angelo Mazzini, o Dé Mazzini (PTB), que pode ter como vice outra ex-vereadora, Cleuza Spirandelli. Por último aparece Ailton Rodrigues de Oliveira, o Juruna (PMN), também ex-vereador. A lista ainda pode ganhar outro nome, visto que o PT tem apresentado candidatura própria nas últimas eleições.
Veja o que dizem os possíveis candidatos
À reportagem, o prefeito Anderson Prado de Lima revela que é natural que ele concorra à reeleição, mas diz que no momento seu foco está todo no enfrentamento à pandemia. Sobre as expectativas em torno da escolha de um novo vice, visto que Cíntia Duarte renunciou ao cargo recentemente e dificilmente deve voltar a compor uma chapa majoritária tão rápido, o chefe do Executivo mantém o suspense. O que se sabe, de acordo com algumas fontes, é que alguns nomes fortes são apontados como possibilidade, inclusive dois vindos da Câmara Municipal.
“O momento ainda não é de se falar em eleições, o momento é de combater a Covid-19 e discutir alternativas para minimizar os impactos dessas duas crises que estamos enfrentando, a sanitária e a econômica, que tanto afetam nossa população. Na hora certa, falaremos sobre política publicamente, não agora. O que posso dizer é que tenho conversado, sim, com muitos aliados e outras lideranças. Tenho bons nomes em mente para ocupar o lugar de vice se, de fato, minha candidatura a prefeito for oficializada. Na hora certa todos saberão”, revela Prado de Lima.
José Antonio Marise, também questionado sobre o assunto, segue a mesma linha do oponente. “Nosso partido tem um histórico de serviço prestado à população durante anos. Então, é natural que nós tenhamos um candidato à sucessão municipal. Isso vai ser decidido na convenção e meu nome está à disposição”, afirma o ex-prefeito, que diz que também não há definição sobre um possível vice. “Sinceramente, ainda não conversamos especificamente sobre isso. Entendo que o partido tem muitos bons nomes, mas preferimos decidir na época da convenção”, completa.
Já Manezinho, que pode ser a grande surpresa, se apresentando como a terceira via, confirma que o PSL, que acabou ganhando bastante projeção em 2018 com a eleição de muitos parlamentares para o Congresso Nacional e Assembleias Legislativas Estaduais, deseja lançar candidaturas próprias na maioria dos municípios em que tem representatividade. No entanto, ao ser indagado sobre a possibilidade de ser o escolhido para liderar a chapa majoritária da sigla, não dá muitas pistas, apenas se coloca à disposição do partido e do povo.
“Não é novidade que sempre sonhei ser prefeito e, depois de 20 anos de serviços prestados no Legislativo, posso dizer que me sinto preparado para isso, com experiência e conhecimento para assumir essa responsabilidade quando chegar a hora. Se a hora vai ser agora ou se vai ser daqui a quatro anos, ainda não sei. O PSL tem bons nomes para formar uma chapa, como o próprio Coronel Carlos Alberto Fantini, o vereador João Miguel Diegoli e outros. Se for da vontade de Deus, meu nome, com certeza, estará à disposição do partido e da população lençoense”, pontua.
Neno, relata que o PSD tem sido muito assediado para a formação de coligações, mas diz que a direção estadual do partido insiste que haja uma chapa majoritária na cidade. Segundo ele, o futuro deve ser definido nas próximas semanas. “A coordenação quer que lancemos uma candidatura própria, independentemente do resultado, até para marcar território para a próxima eleição. Até no final de semana, devo ter uma reunião como Gilberto Kassab, que é o presidente estadual, para definir essa questão”, destaca o presidente da Acilpa.
Já o ex-vereador Dé Mazzini, vai no sentido oposto dos demais possíveis concorrentes. Ao ser questionado pela reportagem sobre sua possível candidatura ao cargo máximo do Executivo lençoense pelo PTB, ele responde de imediato. “Sim, isso já está decidido. Vamos para a convenção, que ainda não tem data marcada, para lançar nossa chapa, eu como prefeito e a Cleuza Spirandelli como vice. Também queremos lançar nossa chapa completa para a Câmara, com 18 vereadores, seis mulheres e 12 homens”, afirma.
Com o mesmo tom confiante está Juruna, que garante estar apto a concorrer, mesmo tendo o nome envolvido em diversos processos por improbidade administrativa, peculato, e dano ao erário, contraídos no mandato 2009/2012 da Câmara Municipal. “Estamos esperando liberar a convenção, mas isso está bem encaminhado, vamos com a chapa completa no PMN”, ressalta o ex-vereador, que assegura que até já tem conversas adiantadas com um conhecido médico da cidade para ocupar o posto de vice, mas diz que ainda não pode revelar o nome.
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