Doria põe região no vermelho
A partir de segunda-feira, apenas serviços essenciais poderão funcionar; reclassificação foi anunciada ontem pelo governador
Doria põe região no vermelho
SÓ O ESSENCIAL - Anúncio foi feito pelo governador João Doria em coletiva de imprensa realizada ontem (Foto: Divulgação)
O governador João Doria (PSDB) anunciou ontem (26) mais um recuo da Região Administrativa de Bauru no Plano São Paulo, projeto que prevê a retomada gradativa das atividades econômicas no estado de São Paulo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A partir de segunda-feira (29), Lençóis Paulista e outros 67 municípios estarão na fase 1 (vermelha), que é a mais restritiva e estabelece um alerta máximo, com funcionamento permitido somente aos serviços essenciais, como supermercados, padarias e farmácias. A quarentena no estado foi prorrogada do dia 29 de junho até o dia 14 de julho.
Este foi o segundo recuo em apenas 15 dias da Região Administrativa de Bauru dentro da retomada econômica, o que dá indícios de que os municípios não têm atingido as metas estabelecidas pelo Governo do Estado até mesmo pelo Pacto Regional, que é um acordo firmado entre 41 prefeituras na direção do Plano São Paulo. A avaliação periódica leva em conta indicadores de saúde (média da taxa de ocupação de leitos de UTI - Unidade de Terapia Intensiva - exclusivas para pacientes contaminados pelo coronavírus e o número de novas internações no mesmo período), verificando se cumprem os critérios para avançarem a uma fase de maior relaxamento a cada 14 dias ou voltarem para uma fase mais restritiva a cada sete dias (ou imediatamente, caso haja evidência da piora da situação).
Cada município da Região Administrativa de Bauru deve publicar os seus novos decretos até segunda-feira, regulamentando, assim, as novas regras. No final da tarde de ontem, uma reunião por teleconferência entre os prefeitos do Pacto Regional iria definir como seria a deliberação conjunta. Para o chefe do Executivo de Lençóis Paulista, Anderson Prado de Lima (DEM), são necessárias mais especificações do estado sobre questões técnicas da decisão. “Os municípios estão testando mais, logo, teremos mais casos positivos regionalmente. A contagem dos números de leitos não está considerando o número disponível nos municípios, apenas contam os leitos credenciados de hospitais de retaguarda. Devemos priorizar a vida, porém, é preciso também averiguação de indicadores mais amplos e não somente o aumento de casos de infectados, já que todo o estado aumentou consideravelmente o número de testes aplicados nos cidadãos paulistas”, relata o prefeito.
Marcos Olivatto, prefeito de Macatuba, destaca que a ideia é se reunir com o Comitê Municipal de Combate à Covid-19 para alinhar as decisões. “Macatuba, apesar dos casos positivos estarem aumentando todos os dias, até a data de hoje (ontem), estávamos sem casos graves, sem internações. É muito difícil restringir ainda mais o funcionamento dos estabelecimentos, precisamos manter a economia e o sustento das famílias. Vamos lutar e fazer o que estiver dentro do nosso alcance e da lei, para conseguirmos o melhor para nossa cidade”, frisa.
Procurado, o prefeito de Areiópolis, Antonio Marcos Dos Santos, não retornou o contato feito pela reportagem do Jornal O ECO.
LOCKDOWN X FASE VERMELHA
Logo após o anúncio do governador João Doria, houve um entendimento errado de parte da população de que a Região Administrativa de Bauru estaria entrando em lockdown. No entanto, São Paulo está sob regras de distanciamento social, que é um dos caminhos apontados pelo Plano São Paulo na retomada da economia. Apesar das restrições, o cidadão tem o direito de sair de sua casa sem prestar qualquer tipo de esclarecimento às autoridades.
Já o lockdown impõe regras mais rígidas. Nele, os cidadãos só podem ir às ruas por motivos de emergência, como, por exemplo, para comprar alimentos ou remédios, ou ir ao hospital. A fiscalização é ainda mais rígida e o cidadão precisa justificar às autoridades o porquê de sua saída de casa. O trânsito pela região também é parcialmente ou totalmente suspenso. Em alguns casos, rodoviárias, estações de trem e aeroportos são fechados e só é permitido ultrapassar a fronteira por motivo de emergência ou a trabalho.
Acilpa é pega de surpresa com decisão
Procurado, o presidente da Acilpa (Associação Comercial e Industrial de Lençóis Paulista), José Antonio Silva, o Neno, confessa que foi pego de surpresa com a decisão do Governo do Estado de São Paulo de rebaixar a Região Administrativa de Bauru à fase 1 do Plano São Paulo. “O nosso comércio passa por momentos muito difíceis e estávamos imaginando que iríamos progredir para a fase amarela do Plano São Paulo, mas, infelizmente, regredimos”, diz Neno, que reforça que a Acilpa não tem poder para decretar a abertura ou fechamento do comércio. “Podemos apenas intermediar a relação entre o empresariado e a administração municipal e é isso que estamos fazendo desde o começo da pandemia”, explica.
O presidente da Acilpa orienta os empresários a seguirem as determinações do Poder Público e lembra que a Associação dispõe da plataforma de vendas compreemlencois.com.br. “Temos realizado diversas ações e colocado a consultoria jurídica e todos os departamentos da entidade à disposição dos associados para ajudar nesse momento de crise”, finaliza.
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