Mãe vive drama após perder guarda dos filhos
Andreia Lopes da Silva se diz recuperada de dependência química e tenta reverter situação
Mãe vive drama após perder guarda dos filhos
SEM CHÃO - Dependência química fez com que Andreia perdesse a guarda de três filhos e agora não pode chegar perto deles (Foto: Flávia Placideli/O ECO)
Uma mulher de 41 anos, moradora de Lençóis Paulista, entrou em contato com a reportagem do Jornal O ECO para contar sobre o drama que está vivendo. No dia 5 de dezembro do ano passado ela perdeu a guarda de seus três filhos menores de idade, de 15 e três anos, além de uma recém-nascida que foi levada logo após o nascimento, hoje com apenas cinco meses. O motivo foi sua dependência química.
“Perdi tudo. Perdi minha vida. Hoje, o que eu mais queria era poder cuidar dos meus filhos e conhecer a minha menina recém-nascida, que ficou comigo por cerca de minutos após seu nascimento e depois foi tirada de mim”, lamenta Andreia Lopes da Silva.
Semanas antes do nascimento de sua filha, em janeiro, Andreia conta que ficou internada no Hospital das Clínicas de Botucatu, no Sarad (Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Drogas), mas acabou fugindo do local.
Após muitas denúncias para o Conselho Tutelar do município, ela perdeu a guarda de seus três filhos menores, mas alega que, mesmo quando era usuária de cocaína e crack, nunca deixou faltar nada dentro de casa.
“Sempre trabalhei e tive minha profissão de motorista. Eu e meu esposo éramos usuários, mas nossa casa era limpa, tinha comida, e meus filhos nunca sofreram maus-tratos. “Começamos usando drogas há cinco anos. Primeiro a cocaína, mas agora, no fim, estávamos usando crack. Confesso que cheguei no extremo do vício”, conta.
Andreia tem quatro filhos, duas de seu primeiro casamento e outros dois da atual relação, de sete anos. Segundo ela, as crianças menores de idade foram levadas para a Casa Abrigo Amorada, onde ficaram por cerca de um mês, antes da filha primogênita, de 22 anos, entrar na Justiça solicitando a guarda dos irmãos.
Andreia não pode se aproximar da antiga casa e nem dos filhos por conta de uma medida protetiva e está vivendo em dois cômodos com seu esposo. À reportagem ela desabafa sobre a situação. “É triste, o período em que eles ficaram no abrigo foi de muita angústia para mim. O que me conforta é saber que meus filhos estão morando e sendo cuidados pela minha filha mais velha, com a ajuda de meu genro”, diz.
A lençoense garante que não usa drogas há sete meses e agora tenta reverter o caso delicado. “Eu estou limpa. Tenho atestado de exame toxicológico da Prefeitura Municipal que comprova isso. Estou trabalhando, fazendo meus bicos. Tenho uma vida normal e, por isso, quero ter novamente a oportunidade de voltar a morar e cuidar dos meus filhos. Agradeço ao Jornal O ECO por me dar um espaço para contar minha história e, quem sabe, fazer com que as pessoas me ouçam e me ajudem a recuperar a guarda de meus filhos”, destaca.
No mês passado, Andreia se acorrentou em um poste para chamar atenção, mas foi retirada após uma equipe da Polícia Militar chegar no local. “Eu fiz isso para ser vista, para que alguém pudesse ouvir minha história e me ajudar. Estou ciente que a guarda dos meus filhos não virá para mim agora, mas eu só quero poder voltar para minha casa, para cuidar, dormir com meus filhos, dar banho nos meus filhos. É só isso que eu quero, ter mais uma chance de poder ficar perto dos meus filhos”, finaliza.
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