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É tempo de plantar e de colher
Francisco Evangelista, de 80 anos, fala sobre os segredos para a longevidade
É tempo de plantar e de colher
RITUAL - Há quatro décadas, idoso planta seus abacaxis depois do Natal para fazer a colheita no ano seguinte (Foto: Flávia Placideli/O ECO)
Plantar e colher. Uma forma de retratar o hoje com o olhar voltado para o amanhã. É exatamente desse modo que vive o lençoense Francisco Evangelista, de 80 anos. No fundo de seu quintal, em uma residência simples no Centro de Lençóis Paulista, ele planta e acompanha durante todo o ano o desenvolvimento de seus vegetais, que vão se renovando a cada dia, assim como sua vontade de viver.
Atualmente, fala-se muito sobre os segredos da longevidade. Para o idoso, tudo depende de um conjunto de fatores, mas o importante é estar de bem com a vida e fazer o que gosta. No seu caso, cuidar da plantação é uma forma de terapia e também um ritual de todo fim e início de ano. “É muito bom ter um quintal e cultivar uma horta particular. Aqui eu produzo verduras, frutas e flores neste pedaço de terra e, quando não há espaço, nos próprios vasos”, conta seo Chico, como é conhecido. 
O hábito vem de mais de 40 anos, quando plantou seu primeiro pé de abacaxi. Depois de mais de quatro décadas, o hobby continua. Após o Natal ele planta e aguarda de 12 a 13 meses pela colheita, que rende, em média, de oito a dez abacaxis. “Eu adoro minha plantação de abacaxis, em especial de fazer o acompanhamento a cada dia, vendo sua evolução, é uma distração. Além do passatempo é também uma oportunidade para exercitar a memória”, conta.
Em pouco mais de 40 metros quadrados de terra também estão plantados cana-de-açúcar, mandioca, pepino, pimenta, gengibre, além de um canteiro com couve, cebolinha, salsinha e outras variedades de verduras e temperos. No espaço também está uma extensa parreira de uva da qual, além da fruta, são extraídas as folhas para a fabricação de vinagre. Seo Chico relata que a variedade só não é maior pela limitação do espaço “Se eu tivesse um terreno maior eu plantava feijão, milho, um pouquinho de cada coisa”, acrescenta.
Com uma vida bastante ativa, o idoso revela que não se ocupa só com o cultivo de seus vegetais. Também se dedica à carpintaria, profissão que exerceu desde sua juventude. Quando está fora de casa, realizando trabalhos na cidade, recebe ajuda de sua esposa, dona Antônia de Lourdes Evangelista, que também o auxilia com os cuidados diários no pedaço de terra.
As mãos calejadas revelam não apenas o domínio da arte de plantar e colher, mas toda a sabedoria adquirida com o passar dos anos. Seo Chico é exemplo da valorização de uma vida longeva e simples. “Acho que criar algo realmente bonito com as mãos, fazendo um belo jardim ou uma horta cheia de frutas e verduras é um dos resultados, além de relaxar, traz múltiplas vantagens para a minha saúde. Vou plantar e colher até o fim da minha vida”, finaliza.
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