O ECO e O Comércio se fundem para fortalecer produtos editoriais
Dono da revista, empresário Breno Medola é o novo proprietário do jornal
O ECO e O Comércio se fundem para fortalecer produtos editoriais
FUTURO - Breno Medola projeta fortalecer os dois veículos a partir da fusão; ambos seguem circulando de forma independente (Foto: Elton Laud/O ECO)
Buscando unir forças para oferecer produtos cada vez melhores aos seus respectivos públicos, os dois principais veículos de comunicação impressa de Lençóis Paulista e microrregião anunciam sua fusão. A partir de agora, o Jornal O ECO e a Revista O Comércio passam a compartilhar uma única estrutura organizacional, utilizando os mesmos recursos - técnicos e humanos - em prol de um jornalismo sério e atuante, feito com profissionalismo, comprometido com a comunidade e com o mesmo respeito ao leitor, que, desde o início, tem norteado o trabalho de ambos os veículos.
A junção dos dois periódicos, que ocorreu nesta semana, se deve à aquisição da Editora e Jornal Folha Popular, responsável pelo Jornal O ECO, por Breno Corrêa Medola, proprietário da BCM Publicidade, que publica a Revista O Comércio. Formado em Publicidade e Propaganda, o empresário, de 32 anos, atua há mais de 12 anos na área da comunicação e iniciou sua trajetória profissional justamente no Jornal O ECO, em 2007, quando trabalhava na área de criação e arte final, função que exerceu até 2010, quando deixou a empresa para ajudar a fundar a revista.
Medola ressalta que a decisão de unir os dois veículos tem como principal objetivo compartilhar as experiências, recursos e estruturas das duas empresas para fortalecer cada vez mais os produtos entregues ao leitor, cada um com sua proposta, um voltado ao aspecto mais factual da notícia, outro com a linha editorial mais ligada ao jornalismo comunitário. Apesar da fusão, jornal e revista seguem circulando de forma independente, cada um com sua periodicidade habitual: semanal e mensal, respectivamente.
“Tanto o jornal quanto a revista cumprem muito bem o papel a que se prestam, mas sabemos que ambos podem melhorar ainda mais enquanto produto. Ao colocar duas equipes com bastante experiência no que fazem trabalhando juntas, compartilhando conhecimento, ideias e projetos, criamos um ambiente muito favorável para que isso aconteça. Tenho certeza que a mudança será muito positiva não apenas para o jornal e a revista, mas também para nossos clientes, leitores e a comunidade como um todo. Trabalharemos para entregar produtos cada vez melhores”, diz.
Ainda segundo Medola, além de fortalecer os produtos impressos, inclusive colocando novidades no mercado editorial, a ideia é explorar com mais ênfase o meio digital, investindo no desenvolvimento de novos projetos com exclusividade para a internet. O objetivo é expandir o público e, como consequência, também criar possibilidades bem atrativas de investimento para parceiros comerciais de diversos segmentos que já anunciam ou não no jornal ou na revista.
“Trabalhamos para oferecer conteúdo jornalístico de qualidade aos nossos leitores e também para oferecer visibilidade aos nossos anunciantes. As duas coisas caminham juntas. Se você entrega um bom produto, independentemente da plataforma, você tem pessoas e empresas querendo associar suas marcas a você. Vejo que podemos evoluir muito não apenas no impresso, mas também na internet, que está presente na vida de todo mundo hoje em dia”, finaliza.
“Percebi que não poderia dar a atenção necessária ao ECO”, diz Pardal
Em abril deste ano, após meses de negociação, o empresário José Antônio Foganholi, o Pardal, chegou a ser anunciado como novo proprietário da Editora e Jornal Folha Popular, responsável pela publicação do ECO. O lençoense, dono da Rede Proeste, que conta com 18 concessionárias de veículos distribuídas em 14 cidades da região Centro-Oeste do estado de São Paulo, chegou a participar de reuniões para discutir como seria o processo de transição, porém, por conta de seus inúmeros compromissos profissionais, acabou desistindo da nova empreitada.
Procurado pela reportagem, Pardal destacou que admira imensamente a história do jornal criado há mais de 81 anos pelo saudoso jornalista e historiador Alexandre Chitto e mantido com competência e profissionalismo pelos seus sucessores, o ex-prefeito Ideval Paccola, que administrou o periódico entre 1978 e 2003 (ano de sua morte), e o jornalista Moisés Rocha, que conduzia a empresa desde 2003. No entanto, o empresário revelou que sua rotina de trabalho fez com que a concretização do negócio se tornasse algo impossível.
 “Sempre fiz questão de me envolver plenamente em todos os projetos que surgiram ao longo de minha vida profissional. Foi assim que cheguei onde cheguei, estando presente. Percebi que não poderia dar a atenção necessária ao ECO. Tenho negócios em diversas cidades, algumas a mais de 400 quilômetros de distância de Lençóis, e cada dia estou em um lugar diferente. Penso que o jornal necessita de alguém presente para conduzir as coisas como elas devem ser. Por isso, entendi que não poderia estar à frente de mais este desafio”, comenta.
“Acho que já cumpri minha missão”, destaca Moisés Rocha
Responsável pelas maiores transformações ao longo da história de mais de oito décadas de existência do Jornal O ECO, como expansão para o mercado regional, a ampliação da periodicidade de circulação, chegando a circular três vezes na semana, e o desenvolvimento de produtos e suplementos especiais, o jornalista Moisés Rocha diz que seu sentimento é de dever cumprido. Se dedicando a outros projetos profissionais há alguns anos, morando fora de Lençóis Paulista desde 2011 e afastado da direção do jornal desde o ano passado, quando passou apenas a integrar o quadro societário da empresa, Rocha vê como natural o encerramento de mais um ciclo.
“Dei ao ECO o que tive de melhor durante muitos anos de minha vida e não me arrependo disso. Sacrifiquei o jornal que eu criei - Folha Popular - para manter o nome O ECO, quando me tornei proprietário das duas empresas e decidi fazer a fusão. A história do ECO é grandiosa e era o que tinha que ser feito. Foi importante para o jornal e foi importante para mim tudo o que aconteceu ao longo desses mais de 15 anos, mas todo ciclo tem que acabar. Já não estou em Lençóis há muitos anos. Há muito tempo venho trilhando outro caminho e agora vou me dedicar de vez aos meus projetos pessoais”, diz.
Ao se desligar definitivamente do jornal que ajudou a consolidar em âmbito regional, Rocha comenta sobre a importância da imprensa na sociedade e deseja que O ECO tenha vida longa e continue exercendo bem o seu papel junto à comunidade de Lençóis Paulista e região. “Enquanto existirem pessoas sérias e comprometidas fazendo jornalismo em Lençóis Paulista, O ECO seguirá firme, seja no impresso ou no meio digital. Acho que já cumpri minha missão; agora sigo meu caminho desejando sorte aos que ficam”, finaliza Rocha.
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