Brasil tem mais de 13 milhões de pessoas com diabetes
Doença não tem cura e está ligada a hereditariedade e aos maus hábitos de vida, como má alimentação, tabagismo etc
Brasil tem mais de 13 milhões de pessoas com diabetes
CONTROLE - Dieta, exercício, adaptação do sono e eliminação do cigarro e do álcool ajudam a evitar complicações causadas pelo diabetes (Foto: Divulg.)
Ontem (14) foi o Dia Mundial do Diabetes, data criada para conscientizar a população sobre a doença, que consiste na produção insuficiente ou má absorção de insulina, um hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Atualmente, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença atinge cerca de 13 milhões de brasileiros, o que representa 6,9% da população nacional. A preocupação com a enfermidade se deve ao fato de que ela pode desencadear em diversas complicações.
Segundo Dr. Miguel Carlos Riella, presidente e nefrologista da Fundação Pró-Renal, o aumento de glicemia no organismo pode desenvolver problemas no coração, nos olhos, nos nervos e nos rins. Em casos mais sérios, a doença pode levar até à morte. “Não há cura, apenas os medicamentos controlam a glicemia e reduzem as complicações. O tipo 2 da doença é o mais comum em adultos, chegando a 90% dos casos”, explica o especialista, que reforça que por ser uma doença silenciosa, o diabetes pode existir por anos sem sintomas.
“Os sintomas clássicos são os derivados dos altos níveis de glicose no sangue como sede, aumento do volume de urina, aumento do apetite, infecções urinárias e de pele recorrentes, entre outros”, pontua o médico, que afirma ainda que mudanças de humor, fadiga, náuseas, vômitos e perda de peso, formigamento nas mãos e pés, visão embaçada e feridas que demoram para cicatrizar também podem ser indícios tanto do diabetes tipo 1 quanto do diabetes tipo 2.
Ainda de acordo com Riella, é importante que, ao sentir qualquer sintoma o paciente consulte um médico para, se necessário, iniciar o tratamento o quanto antes, uma vez que, diagnosticado, ele pode ser bem orientado para melhor controle da glicemia e dos hábitos diários, como dieta, exercícios, adaptação da rotina de sono, entre outras práticas que ajudam a minimizar as complicações, como evitar o estresse, cigarro e álcool.
 “O diabetes pode ser uma doença genética ou desenvolvida por conta dos hábitos diários. Esta doença possui vários estágios com intensidades e sintomas diferentes, como por exemplo, a pré-diabetes, diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e a diabetes gestacional. Todas elas possuem tratamento específico e devem ser diagnosticadas por um médico especialista que lhe receitará medicações, dietas, tratamentos e até cirurgias dependendo da situação”, conclui o médico.
CUIDADO REDOBRADO
Um dos problemas que acomete muitas pessoas com diabetes é a doença arterial periférica, que diminui o fluxo de sangue para os pés e pode ocasionar amputação dos membros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada minuto, três pessoas são amputadas no mundo por consequência de diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, um quarto dos diabéticos desenvolve úlceras nos pés e 85% das amputações de membros inferiores é feita em pessoas com diabetes.
“O paciente com diabetes tem a perda da sensibilidade, mudança na estrutura óssea dos pés; tudo isso se dá pela neuropatia diabética. Quando o paciente já apresenta estas alterações não existe cura, somente um controle dos sintomas”, explica Ruth Pimenta, podóloga e enfermeira, que revela que muitas amputações podem ser evitadas com cuidados regulares, como acompanhamento médico e o uso de sapatos adequados. “Sempre oriento quanto a hidratação, secar bem os pés após o banho, não cortar as unhas em casa, não usar chinelos de dedo, olhar os sapatos antes de calçar, utilizar sapatos adequados para as alterações em seus pés”, complementa a podóloga.
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