Mortalidade por câncer de mama no país está abaixo da média mundial
Instituto Nacional de Câncer apresentou análise no Brasil em comparação ao resto do mundo
Mortalidade por câncer de mama no país está abaixo da média mundial
ACOMPANHAMENTO - Mulheres de 50 e 69 anos sem sintomas ou sinais de doença devem fazer mamografia de rotina uma vez a cada dois anos (Foto:Divulgação)
A mortalidade do câncer de mama no país é baixa em relação a outros países. O Brasil está situado na segunda faixa mais baixa com uma taxa de 13 por 100 mil, ao lado de países desenvolvidos como EUA, Canadá e Austrália, e melhor do que alguns deles, como a França e o Reino Unido. Por outro lado, figura também na segunda faixa mais alta de incidência de câncer de mama entre todos os países. Nesse caso, a taxa de incidência é de 62,9 casos por 100 mil habitantes (taxa padrão utilizada mundialmente).
A análise da situação do câncer de mama no Brasil, 2018, foi divulgada na semana passada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). “O fato de a taxa de incidência ser relativamente alta e a de mortalidade ser relativamente baixa mostra que o nosso sistema de saúde, apesar de todos os problemas, está salvando muitas vidas. Mas temos imensos desafios pela frente”, afirma Liz Almeida, chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA.
A mortalidade por câncer de mama está ligada, principalmente, ao acesso a diagnóstico e tratamento adequados no tempo oportuno. O objetivo é diagnosticar o câncer o mais precocemente possível, ainda nos estágios iniciais da doença, quando o tratamento é mais efetivo. Ano a ano, o Brasil vem conseguindo aumentar o percentual de casos diagnosticados nos estágios in situ (considerado zero) e I de 17,3% em 2000 para 27,6% em 2015. Mas essa proporção continua muitobaixa na região Norte (12,7%), em contraste com as regiões Sul (29,2%) e Sudeste (30,8%). Mas é necessário avançar na prevenção e diminuição das desigualdades regionais e socioeconômicas.
O câncer de mama é segundo tipo que mais acomete mulheres no Brasil, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferta atenção integral à prevenção e ao tratamento para as mulheres acometidas pela doença. Nessa linha, os profissionais de saúde, fundamentais em todas as etapas e ações de controle e cuidados relacionados ao câncer de mama, são orientados a atualizarem-se em relação às condutas relacionadas aos laudos da mamografia.
O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rotina em mulheres sem sintomas ou sinais de doença em suas mamas (rastreamento) seja feita na faixa etária entre 50 e 69 anos, uma vez a cada dois anos. No ano de 2018 foram realizados 2.465.101 exames de mamografia (tipo bilateral para rastreamento), exclusivamente pelo SUS. Segundo o INCA, são estimados 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019.  Diante deste cenário, é importante que as informações sobre riscos e possíveis benefícios dos exames de rotina sejam amplamente divulgadas para toda a sociedade.
Campanha de conscientização mobiliza lençoenses
Neste ano a campanha Outubro Rosa 2019 destaca os três pilares estratégicos de controle da doença: prevenção primária, diagnóstico precoce e mamografia. A campanha, criada para divulgação não apenas em outubro, mas sim ao longo do ano inteiro, inclui cartazes, folders, banners e cards para impressão e utilização nas redes sociais. As mensagens chamam atenção ao cuidado com as mamas, que deve ser uma preocupação permanente. Os motes são: “Cada corpo tem uma história. O cuidado com as mamas faz parte dela” e “Embora diferentes, temos algo em comum: o cuidado com o nosso corpo”.
Em Lençóis Paulista, diversas ações têm sido feitas ao longo deste mês de conscientização sobre os perigos do câncer de mama e do câncer de colo de útero. Uma delas foi protagonizada por voluntários do Rotary Club Cidade do Livro. Pelo terceiro ano consecutivo, por meio de uma parceria com a Avon e a Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal, foi realizado um evento para alertar sobre a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce. Na foto, o presidente Amarildo Ventura, Luiz Gallego, Silvana, Bel, Adriana, Rejane, Eletéia, Valdirene e Alex.
comentários 0 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para a matéria. Seja o primeiro!

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2019 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia