No Dia Mundial do Coração, médicos alertam doenças cardiovasculares
Hipertensão arterial e insuficiência cardíaca estão entre as principais enfermidades
No Dia Mundial do Coração, médicos alertam doenças cardiovasculares
PREOCUPANTE - De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), quase 30% dos óbitos no Brasil estão ligados às enfermidades do coração
Em torno de 17,5 milhões de pessoas morrem anualmente vítimas de doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte no planeta, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), aproximadamente 30% dos óbitos estão ligados às enfermidades do coração, que fazem mais de 1 mil vítimas por dia, o que representa uma a cada 90 segundos. Com o objetivo de trazer atenção para a doença e promover medidas preventivas, a Federação Mundial do Coração (WHF) criou, em 2000, o Dia Mundial do Coração, que é celebrado neste domingo (29).
Pela ocasião da data, o cardiologista Nelson Collares faz um alerta sobre uma das doenças cardiovasculares mais prevalentes: a hipertensão arterial, que, segundo dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), atinge em torno de 25% da população brasileira. Responsável por 80% dos casos de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e atuando como agravante em quadros de enfarte, aneurisma arterial ou mesmo insuficiência renal, a hipertensão apresenta sintomas como tontura, falta de ar, dor de cabeça, visão embaçada ou sangramento nasal.
De acordo com Collares, a prevalência maior da doença se dá no paciente idoso (acima de 60 anos), mas cerca de 85% dos hipertensos começam a manifestar os sintomas a partir dos 45 anos. “Diversos fatores atuam no desenvolvimento da pressão arterial. Alguns são bem identificáveis, como obesidade, tabagismo, ansiedade, alto consumo de sal e álcool, e aspectos genéticos, mas os hábitos também são relevantes não só para a precocidade da doença, como também a gravidade”, explica o médico, que reforça que a obesidade tem sido apontada como principal vilão e que, por isso, é preciso sempre dar uma atenção especial à alimentação e às atividades físicas regulares.
Outra doença que merece bastante atenção é a insuficiência cardíaca, caracterizada pelo bombeamento inadequado do sangue, que compromete as necessidades de oxigênio e de nutrientes dos tecidos e órgãos do corpo. Por ser mais comum em pessoas com mais de 65 anos, a doença, muitas vezes, é negligenciada, pois apresenta sintomas que se confundem aos efeitos do processo natural de envelhecimento, como falta de ar, cansaço, falta de apetite, inchaço nos membros inferiores e fraqueza.
Para o cardiologista Antonio Carlos Pereira Barretto, diretor do Serviço de Prevenção e Reabilitação Cardiovascular do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), a implicação da não compreensão do quadro é enorme. “É necessário alertar para o diagnóstico precoce, fundamental para reverter os danos e restaurar a função do músculo cardíaco. Para o coração, quanto mais tempo se perde, mais impactado fica o músculo”, afirma o médico.
Apesar de não ter cura, a insuficiência cardíaca tem tratamento capaz de melhorar o prognóstico e diminuir a velocidade de progressão da doença, aumentando a qualidade de vida do paciente. “Há medicamentos que reduzem o risco de morte por causas cardiovasculares, diminuem as taxas de hospitalizações e devolvem a saúde aos pacientes no sentido amplo, passando pelo aspecto emocional, pela retomada das relações afetivas, lazer, da organização da vida financeira, entre outros aspectos”, acrescenta o especialista.
comentários 0 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para a matéria. Seja o primeiro!

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2019 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia