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Histórias de um grande escritor
Para celebrar o Dia Nacional do Escritor, Nelson Faillace conta um pouco de sua vida
Histórias de um grande escritor
HOMEM DAS PALAVRAS - Aos 89 anos, Nelson Faillace é tido como um dos mais importantes escritores de Lençóis Paulista e região (Foto: Flávia Placideli)
Na quinta-feira (25), comemorou-se em todo o país o Dia Nacional do Escritor e, para celebrar a data e homenagear aqueles que se dedicam à arte das palavras, O ECO entrevistou sr. Nelson Faillace, que aos 89 anos é tido como um dos principais escritores de Lençóis Paulista e região, possuindo uma vasta bibliografia e grandes histórias para contar.
Nascido em 6 de junho de 1930, o escritor passou longa temporada no bairro de Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Filho de Vicente Faillace, italiano de Calábria, e de Noêmia Tavares Faillace, brasileiríssima de Bom Jardim, Nova Friburgo, Faillace conta que sua primeira escola foi o Colégio Interno de São Vicente de Paula, que ficava no bairro da Tijuca e era comandado por freiras. “Lembro-me que estudávamos muito, aliás, era só o que fazíamos, além de frequentar as missas. Então, posso dizer que foram tempos de muita dedicação aos estudos e à leitura”.
Faillace formou-se na Escola Nacional de Química Industrial, especializando-se em petróleo e seus derivados. Aos 24 anos, após concluir seus estudos, começou a trabalhar no Instituto do Açúcar e Álcool (IAA), onde atuou junto aos produtores e revendedores de álcool. Já trabalhando em São Paulo, prestou concurso para Fiscal de Tributos do IAA, passou e ingressou na carreira, na qual militou até sua aposentadoria.
Ele conta que morou em diversos municípios, como Piracicaba, Mogi Mirim, Ourinhos e Uberaba, depois veio para Lençóis Paulista, cidade que adotou como sua há mais de 50 anos. Fez história na imprensa e nos esportes e construiu sua família ao lado da esposa, Luzia Conceição Nelli, com quem teve dois filhos, César e Cláudia.
“Quando trabalhava para o IAA podíamos ser transferidos a cada dois anos para uma nova cidade. Sempre gostei de conhecer pessoas novas e lugares novos, diferentes culturas, então, quando fui transferido para Lençóis, gostei muito, mas não imaginava que seria tanto. Aqui fiz grandes amigos, me casei e pude me dedicar a duas paixões: o esporte e a escrita”, conta.
Já tomado pelo gosto da escrita e pelo carinho pela cidade, Nelson Faillace começou a colocar tudo no papel, em especial, fatos sobre a história de Lençóis. Dessas escritas, lançou cinco livros. Dentre as obras publicadas, estão “A saga de Lençóis”, “150 Anos do Santuário Nossa Senhora da Piedade”, “Quatro Décadas da Apae”, “Crônicas e Histórias Lençoenses” e “O outono mais belo”, último a ser lançado, dividido em três capítulos de poesias, contos e devaneios. “Sempre brinco que neste quinto livro eu me libertei, pois, até então, só havia publicado livros sobre histórias de Lençóis”, relata.
Inspirado na vivência com sua neta Natália, Faillace se emociona ao lembrar da história que o inspirou. “No colégio onde minha neta estuda, em São Caetano, tem sempre uma festa entre os alunos e seus avôs. E, em uma dessas reuniões, a professora perguntou se alguém tinha um avô que escrevia e minha neta levantou a mão e disse: Sim, o meu avô é escritor”, conta ele, que relata que a professora, então, pediu que fizesse uma poesia. “Muitos avôs que leram disseram que se emocionaram e se emocionam até hoje com ela”, comenta.
Escrever é isso, contar histórias, emoções e disso ‘seo’ Nelson Faillace sabe bem. Preparando-se para lançar seu sexto livro, ele planeja contar sua biografia e pretende lançar ainda neste ano. “Estou na metade, se der tempo, pretendo lançar ainda no Festival Integrado da Literatura (FILLP), no fim do ano, em Lençóis”, finaliza.
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