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Dermatologista orienta sobre o surgimento de pintas pelo corpo
Manchas são comuns a partir de certa idade, mas alterações podem indicar evolução para um câncer de pele
Dermatologista orienta sobre o surgimento de pintas pelo corpo
PREVENÇÃO - Exposição solar consciente e outros cuidados podem ajudar a evitar o câncer de pele (Foto: Divulgação)
O avançar da idade traz uma série de alterações no corpo. A pele, por estar exposta, é a primeira a mostrar os sinais do tempo, não apenas por meio de rugas e flacidez, mas também com o surgimento de pintas, manchas ou pequenas elevações que apresentam cores que vão do castanho claro até os tons avermelhados. Embora a coloração das pintas assuste, o dermatologista José Jabur explica que, na grande maioria dos casos, tratam-se de lesões benignas que permanecem com tamanho estável.
“Depois dos 30 anos, podem aparecer essas pintas vermelhas no corpo, chamadas de Nevo Rubi. São pequenas, de um a quatro milímetros e, geralmente, bem vermelhas. Não há dor, coceira e nenhum incômodo para as pessoas, fora a questão estética”, explica Jabur, que também revela que o aparecimento das pintas pode estar ligado a questões genéticas, mas que a gestação pode ser um fator desencadeante por conta das alterações hormonais.
Segundo o médico, que é chefe do setor de cirurgia dermatológica da Santa Casa de São Paulo, não há como evitar o surgimento das pintas vermelhas, mas é possível tratar quando existe algum incômodo estético ou por causa de atrito na área afetada. “Caso o paciente deseje tratar, recomendamos a eletrocauterização, tratamento a laser ou até retirada cirúrgica”, esclarece o especialista, que orienta que um dermatologista seja consultado se houver qualquer alteração de tamanho ou aspecto nas pintas.
Depois dos 40 anos também podem surgir manchas acastanhadas ou escuras nas mãos, chamadas de melanoses solares, que são consequência do fotoenvelhecimento, processo provocado pelo excesso de exposição ao sol ao longo da vida. Segundo o médico, embora apareçam no corpo inteiro, as melanoses são mais comuns nas áreas expostas ao sol. “A região do colo, braços, ombros, rosto e mãos são locais bem habituais para o surgimento dessas manchas”, completa.
Apesar da incidência de casos ser mais comum em pessoas com mais de 40 ou 50 anos, Jabur lembra que os jovens não estão livres dos pontinhos vermelhos ou amarronzados, principalmente os que abusam da exposição ao sol. Sobre esta questão, ele alerta que é preciso atenção, pois algo aparentemente inofensivo pode evoluir para um câncer de pele, como o carcinoma basocelular, que, segundo ele, é o câncer mais frequente no mundo.
De acordo com o médico, a melhor forma de prevenir as melanoses é praticar uma exposição solar consciente. “É preciso reconhecer que a exposição solar excessiva pode trazer resultados indesejados no médio e longo prazos. Outros cuidados necessários são o uso de dermocosméticos hidratantes, a fim de preservar a integridade da barreira cutânea, além de antioxidantes e antiglicantes, que evitam o processo de envelhecimento precoce da pele.
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