Areiópolis se prepara para implantar coleta seletiva
Em fase de finalização, projeto vai contar com parceria da Associação dos Deficientes Físicos
Areiópolis se prepara para implantar coleta seletiva
TRIAGEM - Materiais recicláveis serão levados para barracão da Prefeitura de Areiópolis para separação por associados da Adefia (Foto: Divulgação)
A vizinha cidade de Areiópolis se prepara para dar um salto na preservação do meio ambiente, com a implantação de um processo de coleta seletiva. O projeto, que está em fase final de implantação, foi viabilizado após várias reuniões envolvendo diversos setores da Prefeitura Municipal.
Segundo o prefeito Antonio Marcos dos Santos, o Toni Cadete (PR), o material de divulgação do projeto está sendo impresso e os agentes de saúde do município ficarão responsáveis pela divulgação e conscientização da população quanto à importância de separar o lixo orgânico dos materiais recicláveis.
“Os agentes de saúde passam mensalmente em todas as casas da cidade, por isso, serão eles que realizarão este trabalho, explicando como a coleta seletiva será realizada, orientando como os resíduos devem ser separados e também falando sobre os benefícios que este tipo de coleta trará para a cidade e para o meio ambiente”, relata.
Para capacitar os agentes para o trabalho de divulgação, a Prefeitura Municipal de Areiópolis realizou um treinamento, no qual foram repassadas orientações sobre o processo, metodologia da coleta seletiva e outras informações importantes sobre o assunto.
Com a implantação da coleta seletiva, os materiais serão destinados a um barracão da própria Prefeitura Municipal. A triagem dos materiais será feita pela Adefia (Associação dos Deficientes Físicos de Areiópolis), mas a ideia é que as pessoas que realizam a coleta por conta própria também participem.
A coleta seletiva será realizada duas vezes por semana, às segundas e terças-feiras. O cronograma foi montado para que o trabalho não coincida a coleta regular, ou seja, nos bairros que recebem coleta de lixo comum às segundas-feiras, a coleta seletiva será feita na terça-feira, e vice-versa.
Para Toni Cadete, o projeto representa um grande avanço para Areiópolis. “Várias pessoas realizam a coleta de materiais recicláveis e os acondicionam dentro de seus quintais, prática que prejudica a saúde pública e dificulta o trabalho dos agentes de saúde. Com a coleta seletiva teremos mais qualidade ambiental”, ressalta o prefeito.
ATERRO SANITÁRIO
Um problema que tem causado bastante transtorno à Prefeitura Municipal de Areiópolis é a destinação final do lixo gerado pela população. Desde 2017, por determinação da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o município não pode mais descartar o lixo no antigo aterro e vem enfrentando dificuldades para licenciar uma nova área, sendo obrigada a transportar os resíduos para outras cidades.
O principal entrave é a localização geográfica da cidade, que não dispõe de áreas que respeitem o limite mínimo de 20 quilômetros de distância de aeroportos, estabelecido pela legislação para a implantação de aterros sanitários. A atividade é considerada como de risco para a aviação por conta da atração de pássaros.
“Estamos muito próximos dos aeroportos de Lençóis Paulista, Barra Bonita e São Manuel. Quando conseguimos a distância exigida em relação a um aeroporto, entramos no raio de alcance do outro. Hoje, estamos enviando nosso lixo para Piratininga em um aterro particular licenciado. Estamos atendendo a legislação ambiental, mas o custo para a Prefeitura está muito alto”, finaliza o prefeito.
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