Cuidando de nosso bem mais precioso
Sistema de tratamento de efluentes da Lutepel é exemplo de uso consistente da água
Cuidando de nosso bem mais precioso
EFICIÊNCIA - Por conta do tratamento de efluentes, empresa também consegue reduzir consideravelmente a geração de resíduos sólidos (Foto: Divulgação)
A água é, certamente, o bem mais precioso do planeta. Não por acaso, a preocupação com esse indispensável recurso natural está no centro das discussões quando o assunto é o meio ambiente. Garantir a preservação da água é, sem nenhum exagero, garantir a preservação da vida, da humanidade, da biodiversidade. Para isso, mais do que apenas combater a poluição dos rios e a degradação das nascentes, é preciso que haja uso consciente.
A Lutepel, empresa de Lençóis Paulista que há mais de 60 anos atua na fabricação de papéis para indústrias de diversos segmentos, é um grande exemplo a ser seguido. Além de cumprir à risca todas as determinações das agências reguladoras e legislações ambientais vigentes, a empresa mantém investimento constante em tecnologia, com o objetivo de modernizar cada vez mais sua fábrica e otimizar seus processos, reduzindo, assim, o impacto ambiental.
Com um eficiente sistema de tratamento de efluentes desenvolvido ao longo dos últimos anos, a Lutepel consegue reaproveitar cerca de 95% da água utilizada em todas as etapas do processo. De acordo com Fabiano José Bodo, supervisor de Desenvolvimento da empresa, a unidade consome, em média, 10 mil metros cúbicos de água por dia, dos quais apenas 500 metros cúbicos acabam se perdendo na linha de produção, a maior parte por evaporação.
“Se consome muita água para produzir papel, por isso, ter um sistema eficiente de tratamento de efluentes é fundamental - tanto pelo aspecto ambiental quanto pela questão econômica. A fábrica sempre utilizou esse sistema, que foi aprimorado com novos equipamentos e tecnologias ao longo dos anos. Hoje, quase toda a água que é captada em nosso poço artesiano, depois de ser utilizada no processo, é tratada e retorna para a linha de produção. A perda é bem pequena”, explica Bodo.
O trabalho feito na estação de tratamento de efluentes da Lutepel, basicamente, pode ser dividido em duas etapas. O primeiro consiste na separação da água dos resíduos de fibra de celulose que sobram após a fabricação do papel. Na segunda etapa, a água filtrada passa por um novo tratamento para depois ser redirecionada à rede para retornar ao processo. O retorno ao meio ambiente ocorre apenas quando o volume excede à demanda de produção e é feito com a água já tratada, dentro dos padrões estabelecidos pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
Além da reutilização da água, o processo de tratamento também contribui para a redução do volume de resíduos sólidos gerados, já que a fibra retida no processo de filtragem também é reaproveitada. A Lutepel descarta apenas 15 metros cúbicos de resíduos por mês, quantidade bem baixa para uma indústria de seu porte. Segundo o supervisor de Desenvolvimento, a pequena quantidade de fibra que não pode ser reaproveitada é coletada por uma empresa de Uberlândia (MG), que faz a compostagem e posterior descarte em aterros sanitários.
Fundada em 1958, a Lutepel conta atualmente com cerca de 250 colaboradores em sua unidade em Lençóis Paulista e produz diversos tipos de papéis que são utilizados por indústrias dos mais variados segmentos. As aplicações vão desde a fabricação de embalagens até a produção de fraldas e absorventes. Comprometida com as causas ambientais, a empresa trabalha exclusivamente com madeira de reflorestamento, evitando o desmatamento de florestas nativas.
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