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Há dois dias do final da campanha, vacinação está abaixo da meta
Cobertura atinge apenas 70,40% das pessoas que integram os grupos de risco
Há dois dias do final da campanha, vacinação está abaixo da meta
RETA FINAL - Com cobertura abaixo da meta, campanha de vacinação contra a gripe termina nessa sexta-feira (31) (Foto: Divulgação)
Restando apenas dois dias para o final da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, Lençóis Paulista ainda está longe de alcançar a meta de imunização de 90% dos grupos considerados de risco, estipulada pelo Ministério da Saúde. A campanha iniciada no dia 10 de abril termina nesta sexta-feira (31), mas, até o momento, apenas 70,40% das pessoas que integram o público-alvo foram vacinadas contra a gripe na cidade. A vacina aplicada na rede pública é trivalente, ou seja, protege contra os três principais vírus: influenza A H1N1; influenza A H3N2 e influenza B.
O foco da campanha são crianças de seis meses a seis anos incompletos (cinco anos, 11 meses e 29 dias), gestantes com qualquer período de gravidez, puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias), profissionais de saúde, idosos, indígenas, pessoas com comorbidades (hipertensos, diabéticos, obesos e portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais), professores, policiais e pessoas cumprindo pena em unidades prisionais ou instituições socioeducativas.
De acordo com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da Secretaria de Saúde de Lençóis Paulista, até a tarde da segunda-feira (27) foram vacinadas 17.848 pessoas, o que representa 70,40% do público-alvo composto por 25.352 pessoas. Proporcionalmente, o grupo prioritário com maior cobertura é o de professores. Segundo os dados, estavam cadastradas 408 pessoas no grupo, mas foram aplicadas 577 doses da vacina, o que revela 141,42% de imunização.
Outros grupos que também já superaram a meta foram os de trabalhadores da área da saúde e de idosos. No primeiro caso, a vacinação contabiliza 94,34% de cobertura, com 1.066 das 1.130 pessoas que integram o grupo devidamente imunizadas contra a gripe. Entre as pessoas com mais de 60 anos, o índice de cobertura atingiu 90,59%, com 6.114 doses aplicadas para um total de 6.749 pessoas cadastradas no sistema do Cartão do Cidadão municipal.
ABAIXO DA META
Na outra ponta do gráfico aparece o grupo de pessoas com comorbidades, que registra a vacinação de apenas 51,14% das pessoas pretendidas, com 6.107 doses aplicadas para um universo de 11.942 cadastros. A imunização das crianças também está bem abaixo da meta. Segundo os dados do GVE, foram vacinadas 3.387 das 4.446 crianças compreendidas dentro da faixa etária da campanha, o que representa 76,18% de cobertura. No grupo das gestantes foram vacinadas 475 das 581 mulheres esperadas, que indica 81,76% de imunização. Entre as puérperas a cobertura é de 88,54%, com 85 doses aplicadas para um grupo de 95 mulheres.
Ações externas representam 10,77% do total de vacinação
Além do Dia D de mobilização nacional, que foi realizado no dia 4 deste mês com plantão em todas as Unidades de Saúde, a Secretaria de Saúde de Lençóis Paulista buscou outras alternativas para aumentar a cobertura na cidade. A primeira medida foi a ampliação do horário de atendimento nos locais de vacinação; depois foram feitas ações externas para conscientizar a população. No sábado (18), um mutirão de vacinação foi realizado em três grandes supermercados locais. Já no último domingo (26), foi a vez do Varejão Municipal receber a ação.
De acordo com o Grupo de Vigilância Epidemiológica, apenas essas ações externas resultaram na imunização de quase 2 mil pessoas dos grupos prioritários. Foram 1.486 doses aplicadas no dia 18, no mutirão realizados nos supermercados, e 436 doses aplicadas no último domingo (26), no Varejão Municipal, totalizando 10,77% do total de cobertura. Nos últimos dois dias de campanha, o secretário de Saúde Ricardo Barbeiro revela que a vacinação continua nas Unidades de Saúdes, das 7h30 às 16h30, e que o trabalho também será intensificado nos setores internos da Prefeitura Municipal.
“Temos muitos servidores que se enquadram no público-alvo da campanha na Prefeitura Municipal, principalmente no grupo de pessoas com comorbidades, que é o que está com a menor cobertura. Por isso, nesses últimos dias vamos focar nessas pessoas para tentar atingir a meta ou ficar mais próximo dela. Também vamos destinar equipes às escolas e creches, trabalhando na conscientização dos pais sobre a importância da vacina. Acredito que conseguiremos melhorar a cobertura até na sexta-feira (31)”, pontua Barbeiro.
Vacinação também está abaixo da meta no país
Na reta final da campanha nacional, o Ministério da Saúde também divulgou um balanço na segunda-feira (27). Segundo o comunicado encaminhado à imprensa, até aquela data, 42,5 milhões de pessoas haviam tomado a vacina contra a gripe em todo o país. O número corresponde a 71,6% do público-alvo, que é composto por cerca de 59,4 milhões de pessoas.
Entre a população prioritária, os funcionários do sistema prisional registraram a maior cobertura vacinal (89,7%), seguido pelas puérperas (88,6%), indígenas (82,0%), idosos (80,6%) e professores (78,1%). Os grupos que menos se vacinaram foram pessoas com comorbidades (63,4%), trabalhadores da saúde (69,9%), gestantes (68,8%) e crianças (67,6%).
De acordo com o balanço, os estados com maior cobertura até o momento são Amazonas (93,6%), Amapá (85,5%), Espírito Santo (75,3%), Alagoas (73,4%), Rondônia (72,6%) e Pernambuco (72,2%). Já os estados com menor índice de imunização são Rio de Janeiro (45,8%) Acre (49,7%), São Paulo (57,0%), Roraima (57,4%) e Pará (59,2%).
Brasil registrou mais 807 casos neste ano
Apenas neste ano, até o dia 11 de maio, já foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza em todo o Brasil, com 144 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A (H1N1) pdm09, com registro de 407 casos e 86 óbitos.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2018, os casos confirmados totalizaram mais de 6,7 mil. A região Sudeste concentrou o maior número de pacientes infectados, com 46,6% dos registros. São Paulo, por sua vez, foi o estado com maior número de óbitos, com 42,1% das quase 850 mortes registradas.
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