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42ª Facilpa recebe grande público no último dia
Mesmo com a chuva à tarde, mais de 20 mil pessoas passaram pelo recinto durante todo o dia
42ª Facilpa recebe grande público no último dia
LOTADO - Mais de 20 mil pessoas passaram pelo recinto no último dia de festa (Foto: Juninho Martins/Divulgação)
A 42ª edição da Facilpa (Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Lençóis Paulista) terminou no último domingo (5) com grande movimentação de público no Recinto de Exposições José Oliveira Prado. A organização calcula que cerca de 20 mil pessoas tenham passado pelo recinto durante todo o dia, com os portões abertos para a população em geral.
Desde manhã até a noite, milhares de visitantes compareceram ao local para passear com a família, levar as crianças ao parque de diversões e prestigiar as atrações que a programação reservou para o encerramento, como as exposições e julgamentos de cães, ovinos, cavalos Mangalarga e de canários; provas do Circuito Facilpa de Três Tambores, o show infantil com a Galinha Pintadinha, além, é claro, das finais do rodeio em touros, antes da tradicional queima de fogos e do show com a dupla sertaneja Fernando & Sorocaba, que encerrou o evento com chave de ouro, com arena, arquibancada e camarotes lotados.
Segundo informações extraoficiais, o maior público com a cobrança de ingresso foi registrado na noite da quinta-feira (2), com a apresentação da dupla Zé Neto & Cristiano, que levou cerca de 25 mil pessoas ao recinto, o que agradou a empresa Estrela Som, de Piracicaba, que ficou responsável pela exploração da Facilpa até 2021.
“Mesmo não alcançando grandes números de público nos primeiros dias, ficamos muito felizes com o público registrado nesses grandes shows, que ainda puderam assistir grandes rodeios. Em nosso primeiro ano de Facilpa, acredito que conseguimos fazer uma festa bonita, bem organizada e com shows de qualidade, o que agradou os frequentadores”, destaca Marcos Tadeu Vilalta, sócio da Estrela Som.
Ainda segundo Vilalta, para o ano que vem a Organização já possui expectativas e algumas ideias de mudanças que precisam ser feitas. “Queremos trazer novidades para a feira de 2020. Percebemos também que o público decai durante a semana por ser uma festa longa, assim pretendemos diminuir a grade de shows para o ano que vem”, comentou.
Expositores se dividem em relação às vendas
Na tarde do último domingo (5), com a 42ª Facilpa entrando na reta final, a maioria dos expositores instalados no recinto se arriscaram a fazer um balanço sobre as vendas realizadas durante a feira. Com clima de otimismo, os comerciantes ouvidos esperavam realizar boas vendas durante o último dia de festa, mas nem todos se mostraram satisfeitos com os resultados, no geral.
Enquanto alguns avaliaram que as vendas ficaram dentro do esperado, outros disseram que imaginavam resultados melhores e torciam para recuperar o investimento na reta final do evento, já que até a tarde do domingo haviam vendido menos do que no ano passado.
Para Rodrigo Beto da Silva da barraca Krep’s Suiço, de Artur Nogueira, presente na feira desde 2004, as vendas caíram 40% em relação aos outros anos. “Para nós as vendas foram muito fracas até aqui. Acredito que vários fatores ocasionaram nessa queda de 40%, como a crise de desemprego, além de muita gente reclamando do valor da entrada e estacionamento e que, por isso, deixaram de vir comer na feira”, ressaltou.
Já Bruno Oliver, da barraca de lanches de mortadela do Saggin, de Macatuba, que pelo segundo ano marcou presença na feira, ficou no meio-termo em relação as vendas. “Essa é nossa segunda vez, então é difícil comparar, mas todos sempre falam muito bem da nossa barraca, sempre muito bem frequentada por amigos e colegas. Alguns dias vendemos mais do que outros, como nos dias com entrada gratuita”, destacou.
Entre os descontentes estava Valdir Aragão, da tradicional barraca O Pastelão, de Jaú, que há 24 anos aloca o mesmo lugar na praça de alimentação da feira. Segundo ele as vendas caíram na comparação com todos os anos anteriores. “Estamos realmente desanimados com a feira. Neste ano ficou mais caro trabalhar aqui dentro, e mesmo assim mantivemos os valores, porém, 80% das vendas foram feitas no crédito. Acredito que as pessoas gastaram com entrada e estacionamento e não tinham dinheiro para gastar mais aqui dentro, o que gera prejuízo para nós, comerciantes, e para a população que deve iniciar o mês que vem com dívidas no cartão de crédito”, ressaltou. 
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