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Pardal assume comando do Jornal O ECO
Proprietário de 18 concessionárias de veículos, empresário lençoense afirma que jornal é patrimônio da cidade
Pardal assume comando do Jornal O ECO
NOVO COMANDO - Pardal assume Jornal O ECO (Foto: Flávia Placideli/O ECO)
O empresário José Antônio Foganholi, o Pardal, anunciou nesta terça-feira (23), a aquisição da empresa Editora e Jornal Editora Folha Popular Ltda., que entre outros produtos, edita o Jornal O ECO, um dos mais antigos do Estado de São Paulo com circulação ininterrupta. Em entrevista ao programa Difusora 1010, o empresário do comércio e também da área de construção civil afirmou que pretende investir no jornal para que ele continue prestando o serviço de informar e entreter seus leitores nas cidades em que tem circulação, serviço que realiza há 81 anos. O jornalista e empresário Moisés Rocha, agora ex-proprietário do veículo, afirmou que as negociações já ocorriam há bastante tempo e que a distância - ele mora fora de Lençóis Paulista desde 2011 - estava dificultando que ele desse continuidade ao trabalho. Rocha afirma que cumpriu um ciclo.
“Eu entendo que eu cumpri um ciclo à frente do jornal. Eu tinha um compromisso pessoal de levar o jornal aos seus 80 anos, o que foi feito. Eu já moro fora de Lençóis desde 2011 e acredito que o ECO precisa de um choque de gestão, de pessoas com uma nova energia, que tenham realmente apreço, carinho pelo jornal e que possam tocar essa história em frente”, declarou Moisés Rocha.
O jornalista disse ainda que a decisão, qualquer uma que fosse tomada, deveria levar em conta primeiro o melhor para Lençóis Paulista, porque ele entende que a imprensa é fundamental para o desenvolvimento da cidadania da cidade, e também para a continuidade do jornal. “A decisão que se toma, eu espero que seja o melhor para Lençóis, para o bem do jornal, para que O ECO possa continuar sendo o porta-voz dos desejos da cidade e seus anseios e eu sinto que meu ciclo acabou. Eu espero que os novos comandantes do jornal tenham uma visão, além de empreendedora, que entendam que a imprensa é fundamental para o desenvolvimento de um lugar, para o desenvolvimento da cidadania e que O ECO possa cumprir esse papel”, completou Rocha.
Na transição da pessoa jurídica do Jornal, Pardal vai ficar com 90% das cotas e o atual gerente administrativo, Wanderley Placideli, que ingressou no ECO em 1975 como entregador e exerceu ainda as funções de tipógrafo e impressor, vai ficar com os outros 10%. Pardal entende que será preciso investir tanto no jornal, para que ele tenha uma variedade maior de notícias, no site e em mídias sociais, como também na equipe, com a contratação de mais profissionais.
“O Moisés é um amigo de muitos e muitos anos, quando ele começou a Folha Popular eu e mais alguns empresários na cidade demos uma força, apoiamos, e depois ele foi crescendo cada vez mais e fez realmente um bom trabalho. Mas depois que você fica longe do seu negócio, realmente é complicado. Eu mesmo passo por isso, porque tenho lojas em outras cidades e você acaba não frequentando sempre e isso é uma luta constante. Então, pela distância, ele achou melhor trocar a direção do jornal e acabei entrando no negócio, até para poder dar continuidade ao nome O ECO que é um nome muito forte, já tem 81 anos e não pode morrer, tem que continuar. O jornal já é uma tradição e faz parte da história da cidade e, se Deus abençoar, a gente vai dar continuidade ao trabalho”, declarou.
Pardal falou também em diversificar cardápio de notícias. “Penso que nós temos que ter notícias de todos os tipos, inclusive nacionais e internacionais quando forem relevantes, e não ficar limitados apenas às notícias aqui da região, porque o leitor quer ver todo tipo de informação. Então vamos mudar isso, mas sempre mantendo a credibilidade que o jornal sempre teve na cidade”, declarou.
Para o empresário, o investimento no site e em mídias sociais é mais do que necessário. “Hoje a gente sabe que o jornal impresso tem ainda um prazo de vida, mas que eu acredito que não será muito longo. Nós temos que ser realistas. A mídia social está aí, as coisas mudaram, tudo está no celular. E se as coisas mudaram a gente vai ter que mudar também. Logicamente que nós vamos trabalhar muito no nosso site, vamos deixá-lo mais atualizado, mais moderno e a rede social é uma consequência disso, não há escapatória”, completou ao dizer que será preciso investir na equipe também, para manter a qualidade da informação, o que sempre foi uma característica do Jornal O ECO. “Estamos iniciando hoje o trabalho, então quero pedir ao leitor, ao anunciante, que me dê um prazo para conseguir tomar pé da situação, até porque nós vamos ter que investir não só em site e mídia social, mas nós vamos ter que investir em equipe, contratar mais profissionais, reforçar nosso time. Vamos continuar com o time que temos, mas vamos reforça-lo para fazer um jornal ainda melhor”, finalizou.
Moisés Rocha deixa legado de modernidade e crescimento à história do jornal
Fundado em 6 de fevereiro de 1938, pelo jornalista e historiador Alexandre Chitto, o Jornal O ECO chega a sua quarta mudança de direção. Depois de Chitto, o semanário foi adquirido pelo ex-prefeito Ideval Paccola, em 1978, que tocou o jornal até seu falecimento em 2003. Em 2004 a marca foi adquirida pelo empresário Moisés Rocha, que já era proprietário do Jornal Folha Popular. Por dois anos os dois jornais continuaram circulando de forma independente quando em 2006, Rocha resolveu fundir os dois veículos e manteve a marca O ECO, por sua história, tradição e relacionamento com cidade.
Com a fusão, sob o comando de Rocha o jornal cresceu, tanto em periodicidade, pois chegou a circular três vezes por semana, como também em estrutura. O jornal saiu de uma sala do Beco Amarelo e passou a funcionar na atual sede, na Rua Geraldo Pereira de Barros e chegou a ter 36 funcionários e circular em oito cidades da região: Lençóis, Macatuba, Borebi, Agudos, Pederneiras, Barra Bonita, Igaraçu do Tietê e Areiópolis.
Do ponto de vista editorial, O ECO também ganhou envergadura. Começou a ter forte cobertura regional e local, aumentado tiragem e também número de páginas, chegando a circular em edições específicas com mais de 60 páginas, sem deixar de ser um porta voz dos pequenos problemas do cidadão e de abordar, ao mesmo tempo, os grandes temas da cidade.
Com a fusão, O ECO incorporou o espírito inovador e progressista da Folha Popular e passou a publicar diversas edições especiais sobre datas e temas diversos que discutiam temas relevantes para a comunidade como educação, meio ambiente, saúde, profissões entre outras, criou também uma tradição na publicação de edições especiais de aniversário das cidades, contanto histórias de moradores e fatos relevantes daquelas comunidades.
Durante sua gestão, o jornal também passou por diversas reformulações de seu projeto gráfico, tornando o impresso mais moderno e sintonizado nas tendências atuais do mercado editorial, e criou produtos semanais e mensais que circulavam junto com a edição impressa como o caderno Negócios S/A - que existe até hoje - o caderno Ele & Ela, entre outros produtos.
Além do Jornal O ECO, a Editora e Jornal Folha Popular, publicou nesse período dois livros e uma lista telefônica. O Grandes Famílias, que contou a história da chegada dos imigrantes e também de famílias que contribuíram com a formação de Lençóis Paulista, e o Lençóis Paulista Conta Sua História - 150 anos, que contou a história da fundação e desenvolvimento da cidade. Tanto Grandes Famílias como Lençóis Conta Sua História foram publicados primeiro em capítulos nas edições impressas da Folha Popular e Jornal O ECO para depois ganharem as páginas dos livros.
Por fim, é impossível dissociar a história tanto do jornal Folha Popular como de O ECO da realização da festa Melhores do Ano, que ao longo de 15 edições premiou comerciantes, indústrias, políticos e personalidades que contribuíram ao seu modo com o desenvolvimento e crescimento de Lençóis Paulista. A premiação era feita a partir de uma pesquisa de opinião pública que elegia os melhores em cada área, além de indicações feitas pela direção do jornal. Todo esse movimento tinha a cobertura do Jornal que divulgava as empresas e empreendedores destaque nas suas categorias, como forma de enaltecer o trabalho destas pessoas e retribuir a parceria comercial entre o jornal e as empresas e marcas da cidade. 
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