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Imposto de Renda: não deixe a entrega para a última hora
Faltando três semanas para fim do prazo, mais de 21 milhões de contribuintes ainda não enviaram suas declarações
Imposto de Renda: não deixe a entrega para a última hora
SEM CORRERIA - Para Amarildo Ventura, antecipação é a melhor dica para evitar transtornos (Foto: O ECO)
Restando menos de um mês para o final do prazo para a entrega das declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2019, exercício 2018, mais de 21 milhões de contribuintes ainda não colocaram em dia a situação com o Fisco. Até a tarde da quinta-feira (4), a Receita Federal havia recebido apenas 9,4 milhões das 30,5 milhões de declarações esperadas para este ano, o equivalente a cerca de 30,8% do total. O período de envio, iniciado no dia 7 de março, vai até às 23h59 do dia 30 de abril.
A declaração do IRPF é obrigatória para todos os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis (salários, pró-labore ou alugueis, etc.) acima de R$ 28.559,70 em 2018 (confira outros casos abaixo). Quem perder o prazo de envio está sujeito à multa, que tem valor mínimo de R$ 165,74, mas pode atingir até a 20% do imposto devido ao Leão.
Existem três formas para se fazer a declaração: pelo computador, através do programa IRPF 2019, disponível no site www.receita.economia.gov.br; pelo smartphone ou tablet, por meio do aplicativo Meu Imposto de Renda, compatível com os sistemas Android e iOS e disponível no Google Play e App Store, respectivamente; e também pelo Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), com o uso de certificado digital.
Com o período de entrega entrando na reta final, o contador Amarildo Ventura de Souza alerta para que os contribuintes não deixem o envio para a última hora, pois, além de evitar eventuais transtornos com congestionamento do sistema, a antecipação permite que tudo seja feito com mais calma, o que ajuda a prevenir que informações essenciais sejam esquecidas ou que ocorram inconsistências na declaração.
“É recomendado se antecipar, porque nessa época concentram-se muitas pessoas querendo fazer a mesma coisa em um período muito curto. O ideal é se organizar durante o ano, separando todos os documentos que envolvam operações que precisem ser declaradas. O devido cuidado evita que alguma informação fique de fora e leve o contribuinte para a malha fina”, pontua Ventura.
MALHA FINA
As declarações com informações ausentes ou inconsistentes são retidas na malha fina para verificação das pendências e eventuais correções dos erros. A consulta da situação pode ser feita acessando o extrato do Imposto de Renda no site da Receita Federal. É necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. Para evitar problemas, Ventura aconselha que os contribuintes busquem sempre ajuda profissional.
“O sistema do IRPF não é complicado, mas se a pessoa identifica uma complexidade maior dentro de sua declaração deve procurar auxílio de um profissional de contabilidade. Outra dica é o acompanhamento, pois o compromisso com o Fisco não acaba no momento da entrega. Se houver alguma inconsistência e isso não for corrigido com uma declaração retificadora, quando a pessoa menos esperar pode ser surpreendida com um auto de infração da Receita Federal, explica.
SIMPLIFICADA OU COMPLETA?
A declaração do IRPF pode ser feita de duas formas: o modelo simplificado, no qual se aplica dedução padrão de 20%, com limite de desconto de R$ 16.754,34; e o modelo completo, que considera os limites individuais para cada tipo de dedução permitida (despesas com Saúde, Educação, Previdência Privada, etc.). Segundo Ventura, cada modelo é indicado para um perfil de contribuinte.
“Se a soma das deduções comprovadas não for superior ao limite estabelecido, a declaração simplificada é uma boa opção. Agora, se o contribuinte tem despesas com plano de saúde, instrução dos filhos, Previdência Privada, entre outras coisas, a declaração completa pode ser mais interessante. O próprio sistema indica qual é mais vantajoso, com maior restituição ou menor imposto a pagar”, explica.
VEJA QUEM DEVE DECLARAR O IR:
Quem teve rendimentos tributáveis (salários, pró-labore ou alugueis, etc.) acima de R$ 28.559,70
Quem recebeu mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos, não-tributáveis (doações, rendimentos de poupança, etc.) ou tributados exclusivamente na fonte (aplicações de renda fixa, indenizações trabalhistas, etc.)
Quem teve ganho com venda de bens (imóveis, veículos, motos, etc.)
Quem comprou ou vendeu ações em bolsas de valores
Quem teve receita bruta superior a R$ 142.798,50 em atividades rurais
Quem possuía bens com valor superior a R$ 300 mil até 31 de dezembro de 2018
Quem passou à condição de residente no Brasil até 31 de dezembro de 2018
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