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Número de pessoas com a doença deve chegar a 132 milhões em 2050
Neurologista fala sobre os sintomas, estágios e formas de prevenção da doença, que é mais comum na terceira idade
Número de pessoas com a doença deve chegar a 132 milhões em 2050
SINTOMAS - Principais sintomas do Alzheimer são declínio da memória; redução na capacidade de raciocínio, atenção e julgamento (Foto: Divulgação)
O Alzheimer é um dos tipos de demência caracterizada pela perda gradual e progressiva da memória, com comprometimento de uma ou mais funções cognitivas, como a atenção e capacidade de raciocínio, obrigatoriamente acompanhada da perda de funcionalidades como manuseio de dinheiro, medicamentos e cuidados com a própria higiene. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por 60% a 70% dos casos. A Associação Internacional de Alzheimer (ADI) estima que o número de pessoas portadoras da doença, em nível mundial, deva atingir 75 milhões em 2030 e 132 milhões em 2050.
Segundo o Dr. Edson Issamu, neurologista, o Alzheimer é mais comum a partir dos 65 anos e a prevalência chega a 50% para pessoas com mais de 85 anos. “No começo, a doença se manifesta de maneira silenciosa, sem gravidade, e não há tratamento específico que retarde a sua evolução. Sem cura, os atuais medicamentos direcionados são pouco eficazes e, via de regra, não trazem mudança mesmo nas fases iniciais da doença”, explica.
SINTOMAS
Os principais sintomas do Alzheimer são declínio da memória; redução na capacidade de raciocínio, atenção e julgamento; desorientação no tempo e espaço; dificuldade para realizar atividades habituais, como trocar de roupa, cuidar da higiene pessoal ou cozinhar. Da fase moderada em diante, ocorrem fatos como não reconhecer familiares, delírios, alucinações, agressividade, agitação e sundowning (confusão mental no fim da tarde). 
ESTÁGIOS
De acordo com o neurologista, o Alzheimer possui três estágios O leve, que interfere na vida social e profissional, mas não impede que se mantenha a independência em questões como higiene pessoal e discernimento. O moderado, no qual há impacto na memória recente, na orientação e no julgamento. O isolamento e a apatia já são observados e fica evidente a necessidade de auxílio para dirigir, tomar medicamentos, planejar refeições etc. Nesta fase, é comum o paciente perder-se na rua, ser tomado por agitação e alucinação. E o avançado, que compromete atividades diárias como se alimentar, vestir, realizar higiene pessoal, sendo necessário o acompanhamento constante. Ao longo do tempo, pode apresentar rigidez muscular, deformidades posturais e disfagia (incapacidade para deglutição espontânea). Já na última fase da doença, a pessoa não é mais capaz de andar.
CAUSAS
A causa ainda não está plenamente estabelecida. Porém, vale considerar os fatores genéticos e o mau funcionamento dos neurônios, ocasionado pelo acúmulo anormal de um fragmento proteico chamado Beta-amiloide e pela quebra anormal de uma das proteínas presentes nas membranas dos neurônios, a proteína precursora Amiloide. Além disso, os estudos mostram que fatores de risco sociais, como as doenças crônicas como hipertensão e diabetes, o estresse e a má alimentação estariam diretamente ligados ao desenvolvimento do Alzheimer.
GRUPOS DE RISCO
Segundo o especialista, estudos indicam que o maior risco de desenvolver a doença provém do histórico familiar, ser portador de acidente vascular encefálico (AVE/AVC), hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol e triglicérides elevados, obesidade e sedentarismo.
PREVENÇÃO
O médico explica que não há uma prevenção para o Alzheimer, porém, existem medidas de redução de risco como a dieta equilibrada, evitar tabagismo e alcoolismo, fazer atividades físicas e de estimulação cognitiva como estudar idiomas e tocar instrumentos musicais, privilegiar a leitura, manter vida social, evitar o estresse físico e emocional.
O ideal é procurar ajuda com especialista sempre que houver alguma dúvida sobre questões de memória, em qualquer idade. “O diagnóstico precoce permite que as pessoas possam se planejar, especialmente o portador e a sua família, que precisam entender o processo que virá”, finaliza o neurologista Edson Issamu.
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