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Lençóis Paulista já registra 86 casos de dengue neste ano
Número de infecções na cidade aumentou mais de cinco vezes nos últimos 30 dias
Lençóis Paulista já registra 86 casos de dengue neste ano
NEBULIZAÇÃO - Após aumento de casos, Lençóis vai intensificar combate ao Aedes (Foto: Divulgação)
O avanço da dengue segue preocupando as cidades da região no início deste ano. Os municípios da área de cobertura do Jornal O ECO enfrentam dificuldades para combater o mosquito Aedes aegypti e, como consequência, a quantidade de casos vem aumentando substancialmente nos últimos 30 dias. Em Lençóis Paulista, do final de fevereiro até agora, o número de infecções teve um salto de 562%, passando de 13 para 86 casos confirmados.
Segundo informações fornecidas pela Vigilância Epidemiológica do município, até a manhã dessa terça-feira (26) haviam sido feitas 208 notificações de casos suspeitos. Do total, 86 casos foram confirmados como positivos, sendo 56 autóctones (contraídos no próprio município) e 30 importados. Ao todo, 70 casos foram descartados. Outros 52 pacientes que apresentaram os sintomas, passaram por atendimento médico e tiveram material coletado para exame, aguardam resultado do Instituto Adolfo Lutz.
De acordo com Ricardo Conti Barbeiro, secretário de Saúde, as pessoas que contraíram o vírus da dengue estão distribuídas em diversos pontos da cidade, mas boa parte dos casos autóctones foram registrados nas regiões do Jardim Primavera, Vila Maria Cristina e Vila Santa Cecília. Segundo ele, para tentar conter o aumento das infecções, diversas ações estão sendo realizadas pelas equipes da Secretaria de Saúde, sobretudo nas áreas com casos confirmados, mas o trabalho deve ser intensificado em alguns pontos a partir desta semana.
 “Até nesta sexta-feira (29) vamos iniciar uma ação de bloqueio mais intensiva no Jardim Primavera, que concentra a maior parte dos casos, para poder estancar a proliferação naquela área. Utilizamos recursos liberados pelo Ministério da Saúde para ações de combate à dengue para contratar uma empresa terceirizada, que vai ajudar na nebulização enquanto os nossos agentes de endemias se concentram nos outros pontos de bloqueio. Estamos apenas aguardando a finalização do processo de licitação para iniciar este trabalho”, explica o secretário.
Ainda segundo Barbeiro, como a chuva das últimas semanas criou um ambiente propício para a proliferação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, também é fundamental a participação da população. “É importante que as pessoas não descuidem de seus quintais para nos ajudar a combater o mosquito. Qualquer local ou recipiente que acumule água pode facilmente se tornar um criadouro”, completa o secretário, que também lembra que denúncias podem ser feitas através do aplicativo Cidade 10, diretamente pelo WhatsApp. Basta adicionar o número (14) 3269-7010.
Situação também se agrava na região
A situação também se agravou nas demais cidades da área de circulação do Jornal O ECO. Além de Agudos, que segue com a situação mais preocupante, enfrentando uma epidemia com 1.033 casos autóctones confirmados e 867 exames ainda aguardando resultado de análise do instituto Adolfo Lutz, Pederneiras, Borebi, Macatuba e Areiópolis também tiveram aumento no número de infecções.
Em Pederneiras, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, até na manhã dessa terça-feira (26), haviam sido notificados 171 casos suspeitos, dos quais 93 foram confirmados como positivos e 70 foram descartados - não foram especificados quantos casos são autóctones e quantos são importados. Outros 16 exames ainda aguardam pelo resultado.
Borebi, apesar de ainda não registrar nenhum caso autóctone, segundo a Vigilância Epidemiológica, já contabilizava 62 notificações de casos suspeitos até a manhã dessa terça-feira, com 31 casos positivos confirmados, todos importados de Agudos e Bauru. Outros 25 exames tiveram resultado negativo e seis aguardam pelo resultado.
Em Macatuba, também de acordo com levantamento feito pela reportagem ontem pela manhã, haviam sido feitas 31 notificações, com sete casos positivos confirmados, sendo quatro autóctones e três importados. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, oito exames ainda aguardam pelo resultado e outros 22 deram negativo.
A situação mais tranquila, até o momento, é a da cidade de Areiópolis, que, de acordo com informações da Vigilância Epidemiológica, contabiliza apenas um caso positivo importado, contraído em São Manuel. Até a manhã dessa terça-feira, haviam sido feitas oito notificações, com quatro casos descartados e três exames aguardando resultado.
BAURU
A Secretaria de Saúde de Bauru confirmou 7.511 casos de dengue até a manhã dessa terça-feira (26). A quantidade alarmante de pessoas infectadas coloca a cidade no topo do ranking estadual. Em situação de emergência por conta da epidemia, o município também já registra 12 mortes confirmadas em decorrência da doença. Outros oito óbitos estão sendo investigados pelo Instituto Adolfo Lutz.
Casos no país cresceram 264,1% em relação a 2018
O Ministério da Saúde alertou nesta semana que o número de casos de dengue aumentou 264,1% em relação ao ano passado. A informação tem como referência as primeiras 11 semanas dos dois anos. Em 2018, foram registrados 62,9 mil casos no período; já neste ano, o número saltou para 229 mil casos. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 67%, em relação ao mesmo período de 2018, passando de 37 para 62 mortes. O destaque foi o estado de São Paulo, que registrou 31 óbitos, o que representa 50% do total registrado em todo o país.
Alguns estados têm situação mais preocupante, por apresentarem alta incidência da doença, ou seja, estão com a incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes: Tocantins (602,9 casos/100 mil hab.), Acre (422,8 casos/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (368,1 casos/100 mil hab.), Goiás (355,4 casos/100 mil hab.), Minas Gerais (261,2 casos/100 mil hab.), Espírito Santo (222,5 casos/100 mil hab.) e Distrito Federal (116,5 casos/100 mil hab.).
A região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis (149.804 casos; 65,4 %) em relação ao total do país, seguida das regiões Centro-Oeste (40.336 casos; 17,6 %); Norte (15.183 casos; 6,6 %); Nordeste (17.137 casos; 7,5 %); e Sul (6.604 casos; 2,9 %). As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência, com 250,8 casos/100 mil hab. e 170,8 casos/100 mil hab., respectivamente.
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