Mulher de fibra
Aos 78 anos, Ady Graça Fernandes dedica boa parte da semana ao trabalho voluntário em diferentes instituições
Mulher de fibra
AMOR AO PRÓXIMO - Com a ajuda de seu esposo, Mário Fernandes, Ady faz todo mês a arrecadação de valores para a instituição (Foto: Flávia Placideli)
Ajudar o próximo faz bem e, para realizar um trabalho voluntário, não é preciso ser jovem. Disposição e solidariedade são os ingredientes indispensáveis para ajudar quem precisa. Ady Graça Fernandes, de 78 anos, é uma dessas pessoas que fazem a diferença no local onde vivem e que realizam um trabalho primordial para a comunidade.
Ela lembra que sempre gostou de ajudar os outros, mas tinha pouco tempo disponível quando trabalhava formalmente. Ady, ainda muito jovem, aos 18 anos, iniciou sua carreira em Lençóis Paulista como professora. Durante toda a vida profissional lecionou em muitas escolas da cidade, até se tornar coordenadora pedagógica, cargo em que se aposentou. Foi quando ela resolveu que iria continuar trabalhando para manter seu dia ocupado com a atividade que tem um nobre objetivo: ajudar o próximo.
Tem sido assim há mais de 20 anos, quando Ady iniciou o trabalho voluntário na Rede do Câncer, em Lençóis Paulista, ajudando no bazar. “Eu lembro que na época fui convidada a ajudar no local, pois estava precisando de voluntários e então eu fui. Comecei ajudando no bazar, na confecção de roupas, fazendo crochês, tapetes. Mas não permaneci por muito tempo no bazar”, conta.
Ady, então, passou a ajudar com trabalhos de escritório, fazendo o preenchimento de fichas, recibos, relatórios finais, e, principalmente, na entrega desses recibos em residências e em estabelecimentos comerciais no Centro de Lençóis, e que ajudam o local com valores mensalmente. 
A aposentada conta que para ela não tem tempo ruim. “Tento sempre fazer o meu trabalho no período da manhã, por conta do sol e do mormaço forte, em dias de muito calor. Mas, não deixo de fazer. E em todos os lugares que tenho que ir vou a pé, já faço a minha caminhada da manhã e ainda ajudo com a arrecadação para a Rede do Câncer”, diz.
Se manter ativa foi a fórmula da longevidade que Ady encontrou. Com o voluntariado ela diz que cuida da saúde e não tem tempo para adoecer. Ela considera ainda que o voluntariado promove um sentimento de valorização, vínculos afetivos, valorização do legado, além de manter responsabilidades e disciplina, mesmo vivendo uma fase com mais liberdade.
Ady é voluntária na Rede do Câncer e também ajuda no Santuário Nossa Senhora da Piedade, no grupo de voluntários do local. Além disso, cuida da casa em que vive com seu esposo, Mário Fernandes, de 81 anos, que também adotou a causa e a ajuda na entrega dos recibos em alguns locais no Centro da cidade. 
“Sozinha eu não conseguiria. Por isso, me ajudam muito meu esposo Mário e também minha cunhada Neusa, que faz a arrecadação nos locais próximos de sua residência”, explica. 
Empenho, responsabilidade e preocupação são três atitudes que não podem faltar no trabalho voluntário. Mas, mais do que isso, é preciso ter amor e satisfação naquilo em que se faz. E disso, Dona Ady entende muito bem. 
“Mudei minha vida com o voluntariado. É um trabalho gratificante. Eles sorriem só de nos verem chegarmos. Voluntariado não é só preencher o tempo livre, é uma coisa de amor. Todo o carinho que depositamos nesse momento volta em dobro. Ajudando a instituição como voluntária, eu recebo em troca, atenção, amizades, respeito e troca de experiências. Como não se apaixonar por este trabalho? Enquanto eu puder ajudar, eu não desisto”, finaliza. 
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