Chuva forte alaga parte da Vila Contente
Com casas invadidas pela água, 10 famílias precisaram ser removidas pela Defesa Civil
Chuva forte alaga parte da Vila Contente
PRECAUÇÃO - Após água subir cerca de 60 centímetros e invadir algumas casas, 10 famílias foram removidas pela Defesa Civil (Foto: Elton Laud/O ECO)
Moradores da parte baixa da Vila Contente foram surpreendidos pela forte chuva que atingiu Lençóis Paulista na última quarta-feira (20). Após um temporal de cerca de 40 minutos, que se concentrou principalmente na área urbana da cidade, diversas residências foram invadidas pela água da enxurrada, que em alguns pontos chegou a atingir 60 centímetros de altura. O volume de chuva acumulado chegou a 180 milímetros por metro quadrado.
O temporal teve início por volta das 13h e se manteve com uma intensidade razoável por cerca de 40 minutos, tempo suficiente para castigar os moradores da parte baixa do bairro, principalmente nas ruas Cristovão Colombo, Martin Afonso e Pedro Alvares Cabral. Por recomendação da Defesa Civil, 10 famílias foram removidas do local de forma preventiva, já que mais chuva estava prevista para as horas que sucederam o alagamento.
Duas famílias foram encaminhadas com seus móveis e pertences para o Ginásio Municipal de Esportes Archangelo Brega Primo (Csec). As demais preferiram seguir para a casa de familiares. A liberação do retorno às residências localizadas na área de risco estava prevista para acontecer no dia seguinte, mas uma nova previsão de chuva forte obrigou o adiamento. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, o retorno das famílias seria liberado nessa sexta-feira (22).
Segundo o tenente Marcos Nicolini, presidente da Defesa Civil de Lençóis Paulista, o motivo do alagamento foi o grande volume de chuva registrado em um curto espaço de tempo, que aliado ao fluxo de águas que desceram das partes mais altas do bairro ocasionaram a saturação do sistema de bombeamento instalado no local. O dispositivo de combate a alagamentos, que fica entre as Ruas Martin Afonso e Pedro Alvares Cabral, tem a finalidade de bombear a água acumulada de volta ao Córrego Corvo Branco.
“Tivemos uma situação bem atípica, que não estava sendo esperada para este momento. O volume de chuva foi muito grande e isso acabou fazendo com que as galerias ficassem muito cheias, até mesmo nas regiões mais altas, como no Jardim Ubirama. A Vila Contente está em um ponto bem baixo e, com o volume de água que desceu das partes mais altas, o sistema não foi suficiente para bombear tudo para o córrego. Por precaução, recomendamos que as famílias desta área atingida deixassem provisoriamente suas casas, mas não há motivo para alarme”, disse.
Projeto de desapropriação do local está em andamento
Em novembro do ano passado, a Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista apresentou a cerca de 40 famílias da área atingida nessa quarta-feira (20) uma proposta de desapropriação do local, que deve receber outros dispositivos de contenção de inundações. A área, que sofre há décadas com o mesmo problema, é considerada como um ponto crítico por se encontrar na parte baixa da Vila Contente e próxima ao ponto de deságue do Córrego Corvo Branco no Rio Lençóis.
Na ocasião, a maioria dos proprietários manifestou interesse na proposta feita pelo prefeito Anderson Prado de Lima (PSB), que explicou que todos os que decidirem aderir ao projeto de desapropriação receberão a título de indenização, além das prometidas casas localizadas no prolongamento do Jardim Ibaté, que já estão com as obras em fase de conclusão pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), uma quantia de R$ 10 mil em dinheiro e um terreno, resultando em valor indenizatório equivalente ao do imóvel desapropriado. As tratativas para que o projeto tenha andamento estão em curso.
Cerca de 45 imóveis estão listados na área considerada de risco de alagamentos na parte baixa da Vila Contente. A maior parte deve ser desapropriada a partir da concessão dos 39 imóveis do referido conjunto habitacional da CDHU, com o pagamento das indenizações feito da forma mencionada. O acordo proposto exclui inquilinos, sendo restrito aos proprietários das residências, desde que os mesmos não possuam outros imóveis registrados em seus nomes. Com a desapropriação, a ideia é que todas as residências, que estão localizadas entre as ruas Cristóvão Colombo, Martin Afonso e Pedro Álvares Cabral, sejam demolidas imediatamente após a desocupação.
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