A divertida arte de fazer rir
Lençoense Caio Morelli conta um pouco de sua carreira de comediante
A divertida arte de fazer rir
NOS PALCOS - Caio Morelli já apresentou seus shows de stand up em várias cidades do interior e capitais do país (Foto: Divulgação)
Já dizia Charles Chaplin: “Um dia sem risadas é um dia desperdiçado”. Ele estava mais do que correto, pois o humor é capaz de transformar nossos dias em alegria e levar a tristeza embora. Por isso, pode se dizer que a próxima terça-feira (26) é a data mais feliz do calendário, pois é dedicada aos profissionais do riso: o Dia do Comediante. Em Lençóis Paulista, a profissão é bem representada por Caio Morelli, de 27 anos, que há mais de oito anos se dedica à arte de fazer rir.
“Durante a infância e adolescência eu sempre fui muito tímido, mas sempre tive uma imaginação bem criativa, então, quando eu contava algo engraçado e as pessoas retribuíam com o riso, sentia uma alegria imensa de fazer alguém sorrir, gargalhar, rir de si mesmo e esquecer um pouco dos problemas”, comenta o humorista.
Fazer pessoas rirem não é brincadeira. É preciso talento para que o sorriso e a alegria predominem na plateia do início ao fim de um show de humor. Para o lençoense, é um prazer poder desenvolver a arte. “Fazer o que a gente ama não tem preço. Também é uma responsabilidade ter o seu próprio negócio, disciplina para usar o tempo ao seu favor e não se perder no meio do caminho. É importante ressaltar que ser comediante no interior é também ser várias outras coisas, como produtor, vendedor, técnico de som e luz, influenciador digital, editor de vídeos, entre outras funções”, destaca.
Questionado sobre sua formação, o humorista não perde tempo para uma piada. “Minha formação é desistir de quase todo curso que já entrei”, brinca. “Eu comecei fazendo Jornalismo, então vi que o que eu mais gostava mesmo era Artes Cênicas, mas reprovei em algumas matérias por falta. Juro que não estava no bar, mas fazendo shows por aí, principalmente de sexta-feira. Então, pela dificuldade de estar presente fisicamente nas aulas, eu parei, porém, pretendo voltar em algum momento da vida”, explica.
Por falar em shows, o comediante diz que já perdeu as contas de quantos eventos de humor já participou, mas aposta em umas 500 apresentações. Também revela que, como hoje tudo é virtual, seu maior público está na internet. “No Facebook já ultrapassei 59 milhões de visualizações. É muita gente, mas também não significa muita coisa, o importante é seguir fazendo o que se ama. O mais importante é se divertir no final das contas”, pontua.
Quanto aos fatos engraçados da profissão, Caio revela que são muitos. “A coisa mais marcante é o número de pessoas que olham para mim e soltam aquele ‘Conta uma piada aí’. O gênero de stand-up comedy não é um número de piadas prontas, é um método que necessita de introdução, estrutura, interação e plateia. Ninguém encontra um proctologista no meio rua e pede pelo exame de toque. Outro fato é que tem um senhor em Lençóis Paulista que senta na primeira fileira e não ri de nenhuma piada, mas vai em todos os shows possíveis. Na comédia tem umas coisas bem estranhas”, ri.
Caio gosta de destacar que em todas suas apresentações o palco é aberto para novos comediantes que desejam se apresentar e agradece a todos que de alguma forma fazem parte deste espetáculo. “Quero agradecer as empresas que nos ajudam a divulgar os trabalhos, a Cultura de Lençóis Paulista por sempre nos incentivar a fazer cada vez mais shows e as pessoas que sempre lotam nossas apresentações. Não importa qual seja a sua profissão, o seu sonho, quando se ama de verdade aquilo e se dedica todos os dias, não tem outro caminho a não ser dar certo. Parabéns a todas essas pessoas extraordinárias que exercem essa profissão”, finaliza. 
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