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Chuva forte deixa rastro de destruição em Macatuba
Ventos de 100 quilômetros causaram prejuízo de R$ 1 milhão; cidade decretou estado de emergência
Chuva forte deixa rastro de destruição em Macatuba
ESTRAGOS - Tempestade com ventos de 100 quilômetros por hora causou diversos prejuízos em Macatuba (Foto: Divulgação)
Um forte temporal registrado na noite do último sábado (2) assustou a população de Macatuba e deixou um rastro de destruição em diversos pontos da cidade, principalmente na área central. Acompanhada de ventos de mais de 100 quilômetros por hora, uma tempestade tropical destelhou imóveis, derrubou árvores e postes, destruiu veículos e rompeu linhas de transmissão de energia e internet, ocasionando uma série de transtornos. Apesar da proporção dos estragos, não houve registro de feridos e nenhuma família ficou desabrigada ou desalojada.
A tempestade teve início por volta das 20h30 e se estendeu por mais de 45 minutos, tempo suficiente para deixar sua marca e causar um estrago jamais visto por boa parte da população. A cidade foi atingida por rajadas de ventos de mais de 100 quilômetros por hora e uma intensa chuva de granizo. Segundo um boletim divulgado na segunda-feira (4) pelo Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CGBH-RL), que monitora a região, o volume de chuva registrado no município foi de 50 milímetros por metro quadrado.
Por conta do rompimento de linhas de transmissão de energia a maior parte da cidade ficou a noite toda no escuro. O fornecimento começou a ser restabelecido pela CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) durante a madrugada do domingo (3), mas em alguns bairros, devido à complexidade dos reparos, a situação só foi normalizada nessa terça-feira (5). Na manhã do domingo também teve início o trabalho de limpeza da cidade, que, além de servidores públicos locais, contou com apoio de voluntários, empresas e equipes cedidas pelas prefeituras de Lençóis Paulista e Boraceia.
Prejuízo apenas nos prédios público é estimado em R$ 1 milhão
A área mais afetada foi a região central da cidade, que concentrou a maior parte dos estragos. Além de dezenas de imóveis privados e públicos que tiveram telhas arrancadas, muros parcialmente derrubados, vidros de portas e janelas quebrados, entre outros danos estruturais, diversos veículos foram danificados pelo granizo e pela queda de árvores. A Prefeitura Municipal estima que cerca de 50 imóveis, entre prédios públicos, residências e estabelecimentos comerciais sofreram danos. Mais de 100 árvores foram arrancadas e ainda estão sendo removidas das vias públicas.
O local mais afetado foi o Estádio Municipal Amadeu Artioli, recentemente reformado, que precisou ser interditado pela Defesa Civil depois de ter a cobertura das arquibancadas e o portão da entrada principal completamente arrancados, além de parte do muro, grades e alambrados destruídos pelo vento. Também foram afetados os prédios da prefeitura, almoxarifado, terminal rodoviário, igreja matriz, hospital, asilo, unidades de saúde do Centro e do Jardim Santa Rita, base da Polícia Militar, centro de lazer, centro profissionalizante e Creche Desidério Minetto.
Os dois últimos, inclusive, ficaram fechados na segunda-feira (4) para avaliação dos estragos e foram reabertos ontem (5), com parte da estrutura interditada. No centro profissionalizante toda a sala de informática foi destruída e permanecerá fechada até a reforma e reposição dos equipamentos. Na creche Desidério Minetto a medida de segurança afeta a área do playground, destinada à recreação das crianças, onde os brinquedos foram destruídos e muitas árvores foram derrubadas. Segundo estimativa da Prefeitura Municipal os prejuízos materiais devem ficar perto de R$ 1 milhão.
Estragos também atingem Lençóis, Agudos e Pederneiras
Além de Macatuba, a chuva do último sábado (2) causou estragos em Lençóis Paulista. Segundo informações da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, foram registradas quedas de 20 árvores em diversos bairros da cidade, principalmente, nas vilas Repke e São João, Jardim Primavera, Cecap, e bairros rurais do Corvo Branco e Progresso. Um dos casos foi registrado na EMEF Ézio Paccola, no Jardim Primavera, que teve parte da grade e alambrados derrubados. Por conta das quedas, o fornecimento de energia foi interrompido em boa parte da cidade e só foi completamente restabelecido durante a madrugada. Segundo o CBH-RL, choveu 80 milímetros por metro quadrado na cidade.
Agudos foi atingida por outra forte chuva no domingo (3), mas, segundo a assessoria de imprensa do município, nenhum incidente mais grave foi registrado em imóveis públicos ou privados, apenas a queda de árvores de pequeno porte que não resistiram aos ventos. Porém, por conta do grande volume de chuva, cerca de 80 milímetros por metro quadrado, de acordo com o CBH-RL, um alagamento foi registrado na Rua Carlos Gomes, que teve pelo menos um imóvel invadido pela água.
Em Pederneiras, também no domingo (3), a Defesa Civil registrou um temporal com chuva de 34 milímetros por metro quadrado e ventos fortes, que resultaram na queda de diversas árvores e um poste de madeira. Uma ocorrência também foi registrada no distrito de Vanglória, onde uma moita de bambu tombou e obstruiu parte da estrada. Segundo a assessoria de imprensa, alguns bairros da cidade também ficaram sem energia, mas a situação foi normalizada em algumas horas.
Prefeito Olivatto decreta estado de emergência
Devido aos estragos ocasionados pela tempestade tropical, o prefeito Marcos Olivatto (PR) decretou estado de emergência na segunda-feira (4). O objetivo é facilitar a busca por recursos para a recuperação das áreas afetadas, visto que o município não tem condições de arcar sozinho com os prejuízos, que, como já citado, devem ficar perto de R$ 1 milhão. Nessa terça-feira (5), inclusive, o chefe do Executivo viajou para São Paulo, capital, para uma audiência com representantes do Governo do Estado e encontros com deputados.
“Estivemos com o Dr. Rubens Cury, secretário adjunto da Casa Civil, e como Coronel PM Walter Nyakas Júnior, chefe da Defesa Civil do Estado, a quem entregamos o relatório sobre os prejuízos ocasionados por essa tempestade, que eu nunca presenciei algo parecido em mais de 50 anos. Explicamos a situação delicada do município, que não tem condições de assumir os custos para a recuperação de todas as áreas afetadas. Esperamos obter uma resposta até na quinta-feira. Vamos aguardar para saber quais medidas iremos adotar”, revelou o prefeito por telefone.
Durante a primeira sessão do ano, realizada na segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal, vereador Júlio Saes (PP), também convocou os companheiros do Legislativo para ajudar na busca por verbas. “É um momento de unirmos forças para reconstruirmos nossa cidade. O Legislativo vai entrar em contato com os deputados e contatos políticos em busca de recursos. Agendaremos uma audiência com o governador para levarmos nossos prejuízos e pedir apoio. Já tivemos o retorno positivo do deputado Arnaldo Jardim (PPS)”, comentou.
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