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Casos de dengue colocam região em alerta
Agudos já registrou 48 infecções apenas no início deste ano; Lençóis Paulista confirmou primeiro caso positivo nesta semana
Casos de dengue colocam região em alerta
ALERTA - Agudos já registrou 48 casos de dengue neste ano e tem risco de surto; outros 44 exames aguardam resultado (Foto: Divulgação)
Quatro anos após enfrentarem a pior epidemia de dengue da história, com quase 2,5 mil casos confirmados, as cidades da área de cobertura do Jornal O ECO (Lençóis Paulista, Pederneiras, Agudos, Macatuba, Areiópolis e Borebi) iniciam 2019 em estado de alerta por conta do possível risco de um novo surto. A preocupação se dá em decorrência da situação delicada registrada na cidade de Agudos, que apenas nos primeiros dias do ano já confirmou 48 casos positivos.
De acordo com as informações fornecidas pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica de Agudos, ligada à Secretaria de Saúde, até a última quinta-feira (17) foram notificados 94 casos suspeitos de dengue no município. Dos 50 exames que já haviam tido o resultado divulgado até o momento do levantamento, 48 atestaram positivo para a infecção pelo vírus, todos autóctones (contraídos no próprio município). Outros 44 exames ainda aguardam pelo resultado do Instituto Adolfo Lutz.
Além de Agudos, Lençóis Paulista também teve um caso de dengue confirmado neste ano, porém, importado. A infecção ocorreu durante a viagem do paciente, morador do Jardim Maria Luiza I, à cidade de São Paulo. Até na quinta-feira haviam sido notificados cinco casos suspeitos na cidade. Três exames deram negativo, o outro ainda aguarda pelo resultado, que deve ser divulgado nos próximos dias.
Nas demais cidades da área de cobertura do Jornal O ECO, com exceção de Areiópolis, onde não foi possível confirmar a informação - a reportagem não teve acesso aos dados -, não foram registrados casos de dengue em 2019. Macatuba teve duas notificações de casos suspeitos, no entanto, ambos os exames tiveram resultado negativo. Já Pederneiras e Borebi não haviam registrado nenhuma notificação até a quinta-feira (17), data da solicitação das informações.
Alerta de risco havia sido dado no final do ano pelo Ministério da Saúde
Pode se dizer que situação que já é crítica, mas que pode ficar ainda pior em Agudos, era, em certo ponto, previsível. No final do ano passado, o Ministério da Saúde havia divulgado um relatório com o mais recente Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), que apontava que a cidade integrava uma lista de 250 municípios do estado de São Paulo considerados como áreas de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya.
Com base nos dados do LIRAa, Agudos foi considerada como área de risco de surto das doenças transmitidas pelo mosquito - apesar de não registrar casos de zika e chikungunya. O levantamento realizado nas últimas semanas do ano passado constatou Índice de Infestação Predial (IIP) de 5% na cidade. A classificação de risco é dada apenas às cidades que registram índices de infestação de 4% ou superior. Já a classificação de alerta considera índices de infestação de 1,0% a 3,9%.
Nas demais cidades da área de cobertura do Jornal O ECO a situação se mostrou sob controle, de acordo como o LIRAa. O maior IIP foi registrado em Pederneiras, com 0,8%. Em seguida apareceram Macatuba (0,5%), Areiópolis (0,3%), Lençóis Paulista (0,2%) e Borebi (0%). Nas cinco cidades, o resultado do levantamento foi satisfatório. Vale destacar, porém, que os índices de infestação podem oscilar caso não haja o devido controle da proliferação de focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Ações de combate ao Aedes aegypti acontecem em toda a região
Devido ao grande número de casos registrados na cidade, a Prefeitura Municipal de Agudos iniciou nesta semana um mutirão de limpeza que pretende fazer uma varredura completa na cidade e eliminar os focos de criadouro do mosquito Aedes aegypti. O mutirão começou na segunda-feira (14) e segue até o dia 18 de fevereiro.
Segundo Joseval Aparecido de Morais, coordenador de Vigilância Sanitária e Controle de Vetores, o trabalho de rotina dos agentes de Saúde também foi intensificado e algumas ações educativas foram implantadas nas escolas para mobilizar a população. “Estamos realizando visitas casa a casa nos pontos mais críticos, realizando o bloqueio nas áreas com casos confirmados e tentando conscientizar a população da importância de combater os focos”, revela.
Em Lençóis Paulista, segundo o secretário de Saúde, Ricardo Conti Barbeiro, também foi feita ação de bloqueio com nebulização na região do Jardim Maria Luiza I, onde foi registrado o caso importado, mas o foco continua sendo a prevenção. “Aqui ainda estamos com a situação sob controle. Mantemos o trabalho preventivo com os agentes de saúde fazendo a inspeção nas residências. Agora também temos o recurso do Programa Cidade 10, que permite que a população denuncie a existência de focos do mosquito Aedes aegypti. Estamos atentos à situação”, destaca.
O foco preventivo também segue em Pederneiras, Macatuba e Borebi, que informaram que o trabalho dos agentes de saúde segue sendo realizado o ano todo. A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Pederneiras disse em nota que recentemente um mutirão de limpeza eliminou possíveis focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti em toda a cidade. Em Macatuba, nas próximas semanas serão realizadas ações educativas e nebulizações nas escolas e demais prédios públicos. A reportagem não obteve retorno da vigilância epidemiológica de Areiópolis.
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