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Morte por H1N1 deixa Lençóis em alerta
Mulher de 43 anos estava internada no Hospital Estadual de Bauru; Unidades de Saúde fazem plantão neste sábado
Morte por H1N1 deixa Lençóis em alerta
H1N1 - Paciente deu entrada na UPA no dia 19 e faleceu em Bauru, após permanecer oito dias internada no Hospital Estadual (Foto: Arquivo/O ECO)
Lençóis Paulista registrou nesta semana a primeira morte causada pela gripe H1N1 em 2018. A informação foi confirmada na manhã da quinta-feira (28) pela Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal, por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa. A vítima foi uma paciente do sexo feminino que estava internada há oito dias no Hospital Estadual de Bauru, onde não resistiu à gravidade do quadro de infecção e faleceu na madrugada da quinta-feira.
N. T. S, que tinha 43 anos e era moradora do Centro da cidade, deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na terça-feira (19), apresentando sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), característicos das infecções - em estágio mais avançado - pelos vírus influenza.
Segundo a Secretaria de Saúde, a paciente passou por um exame de Raio-X e foi internada na Unidade, onde foi iniciado o tratamento à base do medicamento Tamiflu, antiviral utilizado para combater as infecções pelos vírus influenza das classes A - como o H1N1 - e B.
Na quarta-feira (20), devido à piora no estado de saúde, a paciente foi transferida para o Hospital Estadual de Bauru para obter um tratamento mais adequado, mas, mesmo recebendo os cuidados necessários, não resistiu ao agravamento do quadro de infecção, falecendo após oito dias de internação.
Sob grande comoção dos parentes e amigos, N. T. S, que estava noiva e não deixa filhos, foi velada na quinta-feira, no Velório Municipal Oswaldo Panico. O sepultamento foi realizado às 17h do mesmo dia, no Cemitério Municipal Alcides Francisco.
Três casos ainda estão sob suspeita na cidade; Saúde aguarda resultados dos exames
Neste ano já foram notificados oito casos suspeitos de infecção pelo vírus H1N1 em Lençóis Paulista (o primeiro registro foi feito no dia 14 deste mês), mas apenas o que resultou na morte da paciente de 43 anos teve o diagnóstico confirmado. Quatro exames que já tiveram os laudos divulgados deram negativo, mas três casos ainda aguardam resultado.
Segundo a Secretaria de Saúde, todos os pacientes já foram medicados e tiveram alta, mas a situação requer atenção redobrada. “Com esse caso positivo, temos a confirmação de que esse vírus está circulando em nossa cidade e temos que tomar as providências para evitar a proliferação da doença”, destaca o secretário Ricardo Conti Barbeiro, que reforça que a medida mais segura de proteção contra todos os subtipos do vírus influenza é a vacinação.
HISTÓRICO
Nos últimos cinco anos, entre 2013 e 2017, segundo dados da Secretaria de Saúde de Lençóis Paulista, a cidade registrou 76 notificações de suspeita de infecção pelo vírus H1N1, com 14 casos confirmados e 62 descartados. A situação mais crítica foi registrada em 2016, quando nove dos 39 casos de suspeita notificados foram confirmados. O único ano que não teve casos confirmados foi 2015, quando as duas suspeitas notificadas foram descartadas pelos exames. Em 2013 e 2014, dois dos casos registrados resultaram em morte.
Cobertura da vacinação fica abaixo da meta nacional
Após a confirmação do primeiro óbito em decorrência da infecção pelo vírus H1N1, a Secretaria de Saúde de Lençóis Paulista decidiu intensificar as ações visando aumentar a cobertura vacinal entre as pessoas dos grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde. Na quinta e na sexta-feira, as Unidades de Saúde do município estenderam o horário de funcionamento até às 20h com o objetivo de atender mais pessoas. Hoje (30), os locais funcionam das 8h às 13h.
De acordo com o balanço divulgado na quinta-feira, a Campanha Nacional de Vacinação, encerrada na sexta-feira (22), atingiu apenas 63,7% do público-alvo na cidade, índice bem abaixo da meta nacional, que era imunizar, pelo menos, 90% das crianças de seis meses a cinco anos, idosos (acima de 60 anos), professores, profissionais da saúde, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filho recentemente), indígenas e pessoas com doenças crônicas (comorbidades).
Desde o encerramento da Campanha, a vacinação foi estendida às crianças de cinco a nove anos e aos adultos de 50 a 59 anos, mas, apesar da ampliação das faixas etárias, a preocupação maior, segundo o secretário de Saúde, Ricardo Conti Barbeiro, é em relação às crianças menores de cinco anos. “Apesar de ampla divulgação da campanha nos jornais, rádios e redes sociais, apenas 63,7% do público prioritário atendeu nosso pedido e tomou a vacina. E a situação mais grave, até o momento, está entre as crianças, em que apenas 39% tomaram a vacina”, declarou, em nota, o secretário.
 
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