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Prefeitura inaugura Acolhe Mais Mãe Piedade na próxima sexta
Programa terá capacidade para atender até 50 pessoas; objetivo é tirar todos os moradores das ruas
Prefeitura inaugura Acolhe Mais Mãe Piedade na próxima sexta
RETA FINAL - Imóvel que abrigará o Programa Acolhe Mais Mãe Piedade está recebendo os últimos ajustes para a inauguração (Foto: Divulgação)
Está prevista para a próxima sexta-feira (29) a inauguração do Programa Acolhe Mais Mãe Piedade, que pretende acabar de vez com um dos problemas de ordem social que mais tem se agravado nos últimos anos: o crescimento descontrolado do número de moradores em situação de rua. Lançado em dezembro do ano passado, o Acolhe Mais funcionará em um imóvel cedido pelo Santuário Nossa Senhora da Piedade, onde funcionava a Casa Mãe Piedade.
O programa desenvolvido pela equipe da Secretaria de Assistência Social, tem como objetivo não apenas abrigar os moradores em situação de rua, mas promover a reinserção dos indivíduos na sociedade e reestabelecer os vínculos familiares comprometidos, muitas vezes, pelo envolvimento com álcool e drogas. É o que espera o prefeito Anderson Prado de Lima.
“Atender aos mais necessitados sempre foi uma das prerrogativas mais importantes da nossa gestão. Por isso, sempre digo que somos um governo popular, porque reconhecemos as dificuldades do povo. Os moradores em situação de rua terão primeiramente a sua dignidade resgatada, para serem depois reinseridos às suas cidades e famílias. É também um pedido antigo da população de Lençóis Paulista que estamos atendendo”, destaca o prefeito.
Para o secretário de Assistência Social, Ney Góes, que coordenou o desenvolvimento do Acolhe Mais, o programa trará muitos benefícios. “Dentro do acolhimento vamos desenvolver um trabalho que hoje não conseguimos fazer porque eles (moradores em situação de rua) estão dispersos pela cidade. Uma das prioridades é fazer o trabalho com a família, que muitas vezes se afasta desses indivíduos por conta da situação em que eles se encontram, usando álcool e drogas. A partir do momento em que nós fizermos um trabalho para resgatar a autoestima e a vontade de ser reinserido na sociedade vamos trabalhar para reestabelecer estes vínculos”, explica.
O PROGRAMA
O programa Acolhe Mais Mãe Piedade, que para se tornar realidade envolveu diversos setores da sociedade, como a Igreja, empresários e Poder Público, terá capacidade para atender até 50 pessoas, com alojamentos separados para homens, mulheres e famílias, caso houver necessidade. O local também contará com cozinha, refeitório, lavanderia, sanitários, vestiários e diversas salas desninhadas a atividades socioeducativas, projetos culturais, oficinas de artesanato e cursos de capacitação, que serão desenvolvidos em parceria com as demais secretarias, além de um canil para abrigar os animais dos acolhidos e uma área externa para a implantação de uma horta.
O projeto contará com apoio permanente de psicólogos, assistentes sociais e orientadores sociais do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e também da Secretaria de Saúde. Servidores das Secretarias de Educação, Esportes, Cultura e do Centro Municipal de Formação Profissional também devem atuar em projetos que tem como objetivo preparar os acolhidos para a reinserção na sociedade. O local, que funcionará 24 horas por dia, deve contar com uma equipe fixa de duas cozinheiras, duas auxiliares de cozinha, quatro controladores de acesso e um orientador social. Segundo Góes, o processo de licitação para a contratação de uma empresa deve ser concluído nos próximos dias. 15 empresas demonstraram interesse.
Ao longo dos últimos meses, enquanto o imóvel cedido pelo Santuário Nossa Senhora da Piedade estava sendo preparado para receber o Programa acolhe Mais Mãe Piedade, funcionários do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) efetuaram o cadastro de todos os moradores em situação de rua de Lençóis Paulista.
Segundo Nei Góes, o objetivo é que todos sejam encaminhados para ao colhimento. “A ideia é que ninguém fique nas ruas. Vamos criar obstáculos necessários para evitar que essas pessoas continuem. Vamos fazer uma campanha publicitária focada na questão da esmola, para que as pessoas não deem dinheiro, comida e nenhum tipo de auxílio, que encaminhem para o projeto para que eles sejam atendidos lá. Às vezes, a população acha que está ajudando, mas está contribuindo para que essas pessoas fiquem nas ruas, impedindo que ela procure melhorar”, revela o secretário.
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