Diagnóstico sobre a situação dos idosos deve ser concluído neste ano
Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa foi celebrado ontem (15)
Ontem (15) foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data instituída em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa (INPES), e que tem como principal objetivo criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra esta parcela da população, além da criação de políticas públicas nos municípios, para que se fortaleça tais pensamentos e atitudes.
Em Lençóis Paulista, quem trabalha exatamente para assegurar os direitos dessa população e exterminar as várias formas de violência é o Conselho Municipal do Idoso (CMILP), que pretende elaborar até o final do ano o diagnóstico situacional dos idosos no município. “Trata-se de um levantamento em que serão detalhados diversos fatores das pessoas com 60 anos e mais, inclusive se sofrem algum tipo de violência. Será um mecanismo muito importante para, com isso, conseguirmos preservar os direitos dos idosos lençoenses e combatermos qualquer tipo de violência”, explica o presidente do Conselho, José Antônio Silva, o Neno.
Ainda de acordo com o presidente, é necessária a prevenção, uma vez que deve ser exterminado qualquer tipo de violência. Porém, em casos de violência, a principal ferramenta é a denúncia e, por isso, a população deve se sensibilizar e denunciar qualquer tipo de violação contra a pessoa idosa. Neste ano, o Conselho do município foi notificado sobre cinco denúncias de violações.
Segundo números do Ministério da Justiça e Cidadania, sobre a violação de direitos desta parcela da população, 77% das denúncias são por negligência, 51% por violência psicológica, 38% por abuso financeiro e econômico ou violência patrimonial e 26% por violência física e maus tratos. Esse número cresce anualmente devido ao aumento da expectativa de vida da população, em especial o subgrupo de idosos acima dos 80 anos. 
“O que deve ser ressaltado é que esses números representam uma realidade obscura acerca da violência contra os idosos, uma vez que não são registrados estatisticamente todos os casos. Já que muitos deles vêm do próprio ambiente familiar e acabam não sendo expostos pelo idoso”, destaca a gerontóloga, Nádia Placideli Ramos.
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