O homem das raquetes
Com 23 anos dedicados ao tênis, Anderson Floriano fala de sua paixão pelo esporte
O homem das raquetes
PAIXÃO - Anderson Floriano se dedica ao tênis a mais de 20 anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Hoje (9) é o Dia do Tenista. Data escolhida para homenagear os atletas profissionais e amadores que praticam esse tradicional esporte que coloca em jogo a emoção, a disciplina e o respeito dentro de quadra. Atletas como Anderson Júlio Floriano, de 36 anos, descobriu no tênis sua grande paixão e já se dedica ao esporte há 23 anos.
O primeiro contato com a modalidade foi na adolescência, aos 13 anos, quando começou a trabalhar como ‘pegador de bolinhas’ no Clube Esportivo Marimbondo (CEM), em Lençóis Paulista. Ele lembra que no início foi por necessidade, mas que o amor pelo esporte o fez decidir fazer daquilo a sua profissão.
“Eu precisava trabalhar e consegui o emprego no Clube. Nunca tinha tido contato com o tênis até então. Foi meio que sem querer no começo, mas hoje isso é a minha vida”, revela Floriano, que começou a dar suas primeiras raquetadas sozinho nos intervalos entre um jogo e outro, mas em pouco tempo já estava disputando alguns campeonatos pelo CEM.
A afinidade foi tanta, que o atleta decidiu seguir carreira e, em 2000, também começou a dar aulas no local, atividade que exerce até hoje. Se dedicando ao tênis de segunda a sábado, ele revela que vive intensamente o esporte nos três períodos de seu dia, mas garante que a rotina agitada não é cansativa, pois o trabalho se tornou um lazer. Com anos dedicados à modalidade, o professor tem vários alunos e comemora o fato de ter conseguido se firmar na carreira.
Com formação em educação física, o tenista já participou de diversos cursos e congressos brasileiros e até alguns internacionais. Com todo aperfeiçoamento técnico, ele destaca sua atuação como professor, mas confessa que o sentimento de estar dentro da quadra olhando para o adversário não tem preço, por isso, até hoje participa dos campeonatos da Federação Paulista de Tênis e de torneios abertos do estado de São Paulo, que já lhe renderam mais de 300 troféus.
O lençoense, que como todo bom brasileiro, vibra com as vitórias do país, sempre teve como ídolo o tenista catarinense Gustavo Kuerten, o Guga, mas também destaca o desempenho em quadra do suíço Roger Federer, uma das lendas do esporte. “Aprendi muito vendo esses jogadores, mas para se tornar um bom tenista a prática é essencial e o resultado é visível em cada jogo”, comenta o atleta, que relata ainda que no esporte, o fundamental é a confiança.
“Você pode até conhecer bem seu adversário, saber se ele tem um saque mais duro, uma jogada mais rápida, mas é impossível saber se uma partida vai durar 40 minutos ou cinco horas. Para quem gosta se torna um vício. E nada melhor do que se tornar adepto a algo que traz benefícios para a saúde e para a vida”, destaca o jogador.
Para ele, outra coisa que não pode ser deixada de lado é a capacidade de raciocinar, pois pensar e executar a jogada certa coloca o tenista em vantagem diante do adversário. Ele acredita que essa é sua maior lição dentro das quadras e se diz grato ao tênis por ter desenvolvido a habilidade de pensar antes de agir e, ao mesmo tempo, a de tomar decisões rápidas. “Apesar de ser um clichê, é a mais pura verdade. O tênis me ensinou que nesta vida tudo depende dos nossos esforços, de quanto realmente queremos algo e que é só você e você”, finaliza.
comentários 0 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para a matéria. Seja o primeiro!

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2018 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia