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A arte de colecionar
Francisco Antônio Lopes é apaixonado por coleções, e este ano prepara o álbum da Copa do Mundo 2018 com um motivo especial
A arte de colecionar
PAIXÃO - Gosto pelo esporte fez com que o aposentado se dedicasse, desde 2014, aos álbuns da Copa e coleção das Olimpíadas(Foto:Flávia Placideli/OECO)
A 20 dias do início da Copa do Mundo, que irá acontecer na Rússia, Francisco Antônio Lopes, de 71 anos, já está com dois álbuns quase completos. Dedicados aos netos, o aposentado não mede esforços para que os álbuns estejam com todas as figuras de todos os jogadores das 32 seleções até o início dos jogos, no dia 14 de junho.
Ele, que hoje ajuda sua filha Flávia em uma casa de bolos da cidade, conta que a tradição por álbuns da Copa começou na edição passada durante o campeonato de 2014, no Brasil, mas que o gosto por coleções vem da infância, quando não precisava gastar dinheiro para se ter coleções. Francisco lembra que colecionava tampas de refrigerante, carteiras de cigarro que encontrava pelo chão, propagandas da Coca-Cola, coleção de personagens da Disney, como o Mickey, a Minnie e o Pato Donald, e as coleções de brinquedinhos que vinham no chocolate da marca Kinder Ovo.  Contudo, o gosto pelo esporte é mais forte, em 2016, a coleção foi das moedas olímpicas, durante as Olimpíadas, a qual ‘fechou’ quatro coleções completas, também dedicadas aos netos. 
Para o álbum deste ano, ‘seo’ Chico comenta que as ‘brilhantes’ são as mais difíceis de sair. “O Neymar também sumiu, porque as crianças querem mais de uma para colar no caderno”. Para ele, um dos álbuns está a apenas uma figura para ‘fechar’, agora o outro ainda faltam 40 dos jogadores das seleções. Aos sábados, o colecionador vai a uma banca de revistas da cidade, para encontrar outros colecionadores e trocar figurinhas. Ele tem um rascunho de papel no qual marca as figuras faltantes, há quem o procure com uma listinha das faltantes salva no celular e o ‘bolo’ de repetidos em mãos. Colecionar figuras une novamente o que a tecnologia dos celulares e dos aplicativos separa. “Não tem como trocar figurinhas via WhatsApp”, brinca ele.
Francisco ressalta que a atividade vai muito além de um hobby e que a amizade que se cria nesses encontros, é muitas vezes mais importante que as trocas. E isso não depende de idade. “O que eu sinto pelo colecionismo é amor mesmo. Tem dias que eu estou em casa, pego minhas coleções e olho tudo outra vez. É um prazer e alegria constante”, diz. 
Esse amor é tanto que neste ano o álbum da Copa do Mundo ganhou mais um motivo especial. O seu álbum faltando apenas uma figurinha para completar, quando pronto será entregue a seu neto Luca, de quatro anos, que recebeu o álbum ainda ‘em branco’ quando foi diagnosticado com um câncer e deu entrada ao hospital da região. “Luca, está se recuperando com a graça de Deus, e eu não podia fazer diferente. Eu e ele, juntos, colamos todas as figuras no álbum. Foi uma terapia para o meu neto durante seu tratamento e isso me deixa ainda mais ansioso e disposto para completar o álbum e entrega-lo em suas mãozinhas”, comenta o avô que faz de tudo para ver a felicidade da família e de todos seus netos.
Quanto ao seu palpite em relação ao título à Copa do Mundo de 2018, ele logo diz que seu favorito, é claro, que é pela Seleção Brasileira, mas caso não aconteça dos brasileiros trazerem o título para casa, sua aposta é em outros dois países: França e Espanha.
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