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Lençoense é preso em operação de combate à pornografia infantil
Homem de 55 anos armazenava e compartilhava vídeos de sexo envolvendo crianças e adolescentes
Lençoense é preso em operação de combate à pornografia infantil
NA REDE- Computador de homem preso continha programa para compartilhar o conteúdo na internet (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Um lençoense de 55 anos foi preso em flagrante por armazenar e compartilhar na internet vídeos de sexo envolvendo crianças e adolescentes. A ação integrou a segunda fase da operação Luz na Infância, deflagrada na manhã da quinta-feira (17) em 24 estados e no Distrito Federal. Coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, a operação foi a maior da história no combate à pornografia infantil. Em todo o país foram cumpridos 579 mandatos de busca e apreensão, que resultaram na prisão de mais de 250 pessoas.
Na região de Lençóis Paulista, a operação foi comandada pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), com sede em Bauru, e envolveu, desde as primeiras horas da manhã, 58 policiais civis e 18 viaturas. Segundo informações obtidas pela reportagem do Jornal O ECO, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em 10 cidades, resultando na prisão em flagrante de oito acusados (dois em Bauru, um em Bernardino de Campos, um em Dois Córregos, um em Lençóis Paulista, um em Ourinhos, um em Marília e um em Rinópolis), todos do sexo masculino, com idade entre 25 e 55 anos.
“As ações resultaram nas apreensões de computadores, notebooks, HDs, pen-drives, câmeras fotográficas e celulares que continham conteúdo relacionado à pornografia infantil, culminando em oito prisões. Avaliamos que foi um resultado muito positivo, pois nosso departamento foi um dos que mais tiveram êxito nos autos de prisão em flagrante”, destaca Dr.ª Claudia Alonso Garmes Armani, delegada assistente do Deinter-4/Bauru.
Operação foi a maior já realizada no país
Deflagrada na quinta-feira (17), véspera do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil, a segunda fase da operação Luz na Infância foi a maior ação integrada de repressão aos crimes relacionados à pedofilia já realizada no Brasil, segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. O Ministério não havia divulgado o balanço final até o fechamento dessa matéria, mas, de acordo com os dados preliminares, foram cumpridos 579 mandados de busca e apreensão, que resultaram em 251 prisões em flagrante.
A operação, realizada em 284 cidades de 24 estados e do Distrito Federal (apenas Paraná e Rio Grande do Norte ficaram fora), teve a participação de mais de 2,6 mil policiais. A ação resultou na apreensão de centenas de equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento contendo cerca de 1 milhão de arquivos com conteúdo relacionado à pornografia infantil.
Os alvos da operação foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública ao longo dos últimos meses, com base em elementos coletados em ambientes virtuais que apresentavam indícios de autoria e materialidade dos delitos. Na primeira fase da operação, realizada no dia 20 de outubro de 2017, foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão, com 112 presos em flagrante.
Computador continha mais de 150 vídeos de sexo com crianças
A ação que resultou na prisão de um homem de 55 anos em Lençóis Paulista teve início por volta das 6h da quinta-feira (17). Segundo informações obtidas pela reportagem do Jornal O ECO, os policiais civis envolvidos na operação primeiro se deslocaram até o endereço descrito no mandado de busca e apreensão, no Jardim América, mas a checagem efetuada nos computadores e demais aparelhos eletrônicos da residência não revelaram nada de ilegal.
Os moradores, porém, informaram aos agentes que a rede Wi-Fi da residência era dividida com um vizinho que havia se mudado a pouco tempo do bairro. As informações colhidas levaram a equipe a uma residência na Vila Mamedina, onde o flagrante foi registrado.
As buscas, realizadas com a autorização do suspeito, resultaram na apreensão de um computador onde estavam armazenados pelo menos 156 vídeos de pornografia envolvendo crianças e adolescentes, além de um programa de compartilhamento de arquivos via torrent.
De acordo com o investigador José Augusto Oller, que participou da ação e classificou o ato como “um crime bárbaro”, os vídeos continham crianças de diversas idades, algumas aparentando cerca de três anos. “No computador dele tinha uma pasta onde estavam armazenados todos esses vídeos. Ele negou que transmitisse os dados para outros usuários. Alegou que só baixava os arquivos e guardava para ver, porque ele tinha curiosidade”, comenta.
O indivíduo, que é solteiro, não tem filhos e morava sozinho, informou aos policiais que trabalhava como técnico em manutenção. Sem passagem pela polícia, ele foi autuado em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia da cidade, onde após prestar depoimento, teve a prisão preventiva decretada, sendo encaminhado posteriormente à cadeia pública de Barra Bonita.
Assim como os demais presos na operação, ele responderá na Justiça com base nos artigos 241A e 241B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podendo pegar de quatro a 10 anos de prisão pelo armazenamento e compartilhamento de conteúdo envolvendo pornografia infantil.
 
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