Espaço Cultural recebe palestra sobre abuso sexual infantojuvenil
Evento acontece nesta sexta-feira (18), a partir das 19h; entrada é gratuita
Espaço Cultural recebe palestra sobre abuso sexual infantojuvenil
DEBATE - Gabriela Serrano, presidente do CMDCA, diz que tema precisa ser debatido por toda a sociedade (Foto: Elton Laud/O ECO)
Sexta-feira (18) é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes e, para marcar a data, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Lençóis Paulista promove uma palestra com o objetivo de conscientizar a população sobre a gravidade deste problema de ordem social, que tem se agravado a cada ano.
A palestra, que acontece a partir das 19h, no Espaço Cultural Cidade do Livro (Rua Pedro Natálio Lorenzetti, 286, no Centro), será ministrada pela psicóloga Sandra de Almeida, especialista no assunto. O evento, que é gratuito e aberto à comunidade, terá a participação de pais e profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes. Foram convidados representantes das áreas da educação, saúde e assistência social.
“É um tema de extrema importância para toda a sociedade e precisa ser discutido em diversas esferas. Entendemos como fundamental a questão da prevenção, principalmente no que diz respeito ao fortalecimento das crianças para que elas tenham repertório para identificar quando estão sendo abusadas, para pedir ajuda e denunciar. É necessário que haja um trabalho de educação sexual nas escolas, obviamente respeitando a idade e o nível de informação que essas crianças estão preparadas para receber”, explica a psicóloga Gabriela Russo Serrano, presidente do CMDCA, que revela um dado preocupante.
Segundo a profissional, que também atua na Casa Abrigo Amorada, que acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, afastadas do convívio familiar em decorrência de diversos tipos de problemas, inclusive abuso sexual, existe uma grande preocupação em relação ao aumento do número de casos registrados, que saltou de seis, em 2016, para 16, em 2017, e pode aumentar ainda mais neste ano, já que, apenas até março, foram registrados seis casos na cidade.
“Não temos como saber se foram os casos que aumentaram ou se foram as denúncias que passaram a ser feitas com mais frequência. Mas, são dados alarmantes que não podem ser ignorados”, ressalta a psicóloga, que acrescenta que 90% dos casos são os chamados intrafamiliares, cometidos por pessoas próximas ou da própria família, e que 61% dos casos são cometidos contra meninas, sendo que 39% das vítimas têm menos de 11 anos.
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