Glaucoma é a maior causa de cegueira do mundo, diz OMS
A cada ano, mais de 1,2 milhões de pessoas são diagnosticadas com a doença
Glaucoma é a maior causa de cegueira do mundo, diz OMS
ROTINA - Realização de exames periódicos é imprescindível para prevenir a perda de visão (Foto: Divulgação)
O glaucoma é uma das principais doenças dos olhos, sobretudo entre as pessoas mais idosas. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 1,2 milhões de pessoas contraem a doença anualmente, o que contribui para que ela já seja responsável por cerca de 10% dos casos de perda da visão, sendo a maior causa de cegueira não reversível no mundo. Apesar da gravidade, segundo especialistas, a perda de visão causada pelo glaucoma pode ser evitada se a doença for diagnosticada precocemente.
“É fundamental manter os exames em dia e procurar sempre por um oftalmologista. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances de sucesso se o tratamento for adequado. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar, retardar ou até mesmo interromper a progressão dos danos no nervo óptico”, destaca a oftalmologista Ana Eliza de Almeida, que acrescenta que o tratamento deve ser seguido com rigor.
“Seguir o tratamento de forma adequada permite que a doença se mantenha estável. Não adianta o oftalmologista fazer os exames e indicar o melhor tratamento se o paciente não segue as orientações corretamente. Se tudo não for feito da forma prescrita, a pressão intraocular pode sofrer variações, o que prejudica o nervo óptico e inviabiliza todo o tratamento”, completa a especialista.
O QUE É?
O glaucoma é uma doença do nervo óptico, que faz com que as imagens que chegam à retina sejam levadas até o cérebro. A doença pode danificar as fibras do nervo óptico, fazendo com que se desenvolvam pontos cegos no campo visual. Na forma mais frequente, a ausência de sintomas é comum. Muitas vezes as áreas cegas só são percebidas depois do nervo óptico ter sofrido danos.
A destruição total do nervo óptico leva à cegueira. A pronta detecção e tratamento são as chaves da prevenção de lesões ao nervo óptico. Nas duas imagens a seguir, exemplo de dano causado pelo glaucoma: aumento da escavação do disco óptico e perda de campo visual. Existem vários tipos de glaucoma, o mais comum é o glaucoma primário de ângulo aberto, que é responsável por quase 90% dos casos.
O QUE CAUSA?
Desde sua descoberta o glaucoma tem sido associado ao achado mais frequente da doença que é o aumento da pressão intraocular.  O olho produz continuamente um líquido transparente chamado humor aquoso. O humor aquoso é importante na nutrição e manutenção dos tecidos oculares. Uma vez formado, este líquido circula pelos tecidos intraoculares e sai do olho através de canais de drenagem. Se a área de drenagem for obstruída, a pressão do fluido dentro do olho aumenta.
DIAGNÓSTICO
Exames de vista frequentes, realizados pelo oftalmologista, constituem a melhor maneira de se detectar o glaucoma. Além da medida da pressão intraocular (tonometria) e avaliação do nervo óptico (fundo de olho), realizados durante a consulta oftalmológica, os exames abaixo podem ser necessários na investigação do glaucoma. Para determinar se a lesão causada pelo glaucoma está aumentando, pode ser necessário repetir estes testes regularmente
TRATAMENTO
As lesões do nervo óptico provocadas pelo glaucoma e a perda visual decorrente destas lesões são, em geral, irreversíveis. Uma vez diagnosticado o glaucoma, o tratamento tem por objetivo impedir a progressão destas lesões. Qualquer que seja o tipo de glaucoma, a realização de exames periódicos é imprescindível para prevenir a perda de visão, pois uma piora da doença pode ocorrer sem que o paciente perceba. Mudanças no tratamento muitas vezes são necessárias.
O glaucoma costuma ser controlado através do uso tópico de medicação na forma de colírio; em alguns casos a utilização de mais de um colírio ou a associação com medicamento por via oral pode ser necessária. Estes medicamentos diminuem a pressão ocular, seja retardando a produção de fluido aquoso dentro do olho, seja melhorando o fluxo de saída através do ângulo de drenagem.
O tratamento com laser pode ser eficaz para diferentes tipos de glaucoma. No glaucoma de ângulo aberto, a área de drenagem é tratada com laser (trabeculoplastia), que aumenta a drenagem, auxiliando assim no controle da pressão ocular. No glaucoma de ângulo fechado, o laser cria uma abertura na íris (iridotomia), facilitando o fluxo de fluido aquoso para a área de drenagem.
A cirurgia pode ser necessária quando não se consegue um controle adequado com os medicamentos. Em uma das técnicas cirúrgicas, o oftalmologista utiliza instrumentos miniaturizados para criar um novo canal de drenagem. Em casos mais graves uma válvula poderá ser implantada para facilitar a saída do fluido aquoso, diminuindo a pressão dentro do olho.
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