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Laços do coração
Irmã Orlanda dedica sua vida à missão de cuidar das crianças
Laços do coração
VOCAÇÃO - Irmã Orlanda se dedica a vida religiosa a 22 anos (Foto: Flávia Placideli/O ECO)
Mineira, nascida na cidade de Capelinha, norte de Minas Gerais, Irmã Orlanda Rodrigues, de 44 anos, quando adolescente, tinha o sonho de se casar e ter filhos como todas as meninas da sua idade. A vida lhe guiou para o caminho de Deus, mas a missão religiosa não a impediu de se tornar uma grande ‘mãe’, pois se dedica há mais de 20 anos às crianças, cuidando de cada uma com o mesmo carinho e cuidado.
Irmã Orlanda agradece a Deus pelo seu ‘chamado’ e conta que na época em que tinha de 11 para os 12 anos e já frequentava a igreja, ouviu uma voz que lhe dizia sobre as crianças abandonadas e sobre as pessoas que não tinham ninguém para cuidar delas. A religiosa conta que aquilo a inquietou, apesar de nenhum caso parecido fazer parte de sua realidade. Foi quando começou a se perguntar como poderia ajudar a essas crianças e em qual lugar do mundo.
Orlanda continuou a levar uma vida normal, como de qualquer outra jovem da sua idade, mas, aos 17, mais uma iniciativa de Deus ocorreu em sua vida e foi quando ela pode perceber por qual via poderia chegar até essas crianças. Começou a fazer um discernimento vocacional, para sentir qual era seu caminho, de fato. Neste mesmo ano, Orlanda conta que se mudou para a cidade de Itapira, no interior de São Paulo, para morar na casa de sua irmã, a qual tinha cinco filhos e precisava de sua ajuda para os cuidados com as crianças. 
Mesmo já tendo certeza que queria seguir a vida religiosa, Orlanda teve que adiar por quatro anos seu sonho e dar apoio à irmã que tanto necessitava de sua ajuda naquele momento. “Apoiei minha família durante o período de quatro anos, e quando eles já tinham condições de se manterem sem a minha ajuda, eu pude, então, entrar de fato para a vida religiosa”, explica.
A partir disso, ela começou sua trajetória de formação, passou por várias cidades, onde residiu por alguns anos e foi descobrindo como poderia se doar, como poderia ser mãe sem gerar uma vida biologicamente e descobriu que isso era maravilhoso, uma dádiva de Deus. “Eu descobri que ser mãe é cuidar, é gerar vidas através da proteção daquele que está ‘desamparado’ e isso é feito com carinho e afeto. Ser mãe é doar um ombro amigo, é ter um coração que sabe ouvir e acolher e que orienta seu filho”, ressalta.
A missionária conta que descobriu as várias maneiras de se gerar vida, e há 16 anos faz essa doação a todos os ‘filhos’ que encontrou em sua jornada. Sua primeira missão foi em uma casa que atendia 1,4 mil crianças; depois esteve um período em uma instituição em Campinas. Nos últimos oito anos, se dedicou a missão vocacional na cidade de Campos do Jordão, em uma casa que abrigava cerca de 100 crianças. Chegou a Lençóis Paulista a apenas três meses, onde assumiu sua nova missão no Lar das Crianças Dona Angelina Zillo. 
Administrada pelas Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, a instituição atende em período integral crianças de três a seis anos de idade, cujas mães necessitam complementar o orçamento doméstico. “Recebemos cerca de 140 crianças todos os dias. Aqui nós procuramos proporcionar carinho e atenção. E esse cotidiano entre nós e as crianças é algo que marca de fato a vida”, comenta.
A Irmã conta que o fato de ter ouvido a voz de Deus tão cedo lhe proporcionou vivências lindas. “Deus tem uma maneira especial de chamar cada pessoa, e a mim ele chamou para a missão com as crianças. Em ser mãe delas, sem gerá-las, de fato. Hoje, estou muito feliz com a missão me dada em Lençóis Paulista. Foi um presentão de Deus”, revela ela que ainda deixa uma mensagem para todas as mães e todos os filhos. “Nunca se cansem de agradecer a Deus pela primeira e mais bela vocação a qual cada um foi chamado, que é a vida. Precisamos cuidar com muito carinho, pois ela é um dom precioso de Deus”, finaliza.
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