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Câncer pode ser principal causa de morte nos próximos anos
Observatório de Oncologia aponta que número de óbitos no país cresceu cerca de 17% em 10 anos
Câncer pode ser principal causa de morte nos próximos anos
PREOCUPANTE - Pesquisa aponta que 20,4% dos pacientes iniciam tratamento tardiamente (Foto: Divulgação)
Pesquisas do Observatório de Oncologia, plataforma analítica criada pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), encabeçado pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), alertam que se não houver mudanças significativas nas políticas públicas, em pouco mais de uma década, o câncer se tornará a principal causa de óbitos no Brasil.
O último levantamento constatou que 516 cidades já apresentam o câncer como principal causa de morte. Neste mapa, o Sul se destaca negativamente, pois 80% das cidades estão nos três estados que compõem a região. Outro estudo recente, conduzido pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), constatou, utilizando o DataSUS, que o número de mortes por câncer cresceu cerca de 17% em 10 anos, pulando de 145 mil vítimas fatais (78 a cada 100 mil habitantes) em 2005, para quase 207 mil (100 em cada 100 mil habitantes) em 2015.
Para o patologista Clóvis Klock, presidente da SBP, o descaso com o diagnóstico é fator determinante para o aumento de mortes por câncer. “A partir do momento em que uma suspeita é detectada, o paciente do sistema público precisa ter acesso aos exames necessários para confirmação ou descarte dessa hipótese. Além dos exames clínicos e de imagens, o mais elementar é a biópsia. É ela quem levará ao laudo anatomopatológico, instrumento que diz se a amostra é ou não câncer. Esse processo feito no tempo correto salva vidas”, destaca.
Em outro levantamento do Observatório de Oncologia, realizado em agosto de 2017, constatou-se que 20,4% dos pacientes iniciam a fase de tratamento após mais de 60 dias do primeiro diagnóstico, o que representa, mais do que um atraso perigoso, o descumprimento da Lei nº 12.732/12, que estabelece o período de dois meses a partir do laudo anatomopatológico como prazo máximo para o primeiro tratamento oncológico no SUS.
“Para reduzir o número de mortes é preciso focar em três pilares, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento, o Brasil peca em todas as partes”, alerta o presidente da SBP. “Dentro da minha especialidade, que se encaixa no meio desse caminho que o paciente deve percorrer, é fácil notar o quanto a população desenvolve doença por um estilo de vida inadequado, o quanto é demorado o processo de diagnóstico e o quanto esse paciente vai esperar para o início dos tratamentos”, finaliza.
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