O incentivo é a palavra-chave
Professoras da rede municipal de ensino falam da importância do desenvolvimento de projetos de leitura em sala de aula
O incentivo é a palavra-chave
RODA DA LEITURA - Além da leitura compartilhada, professora promove debates sobre temas da atualidade (Foto: Elton Laud/O ECO)
São notáveis as diversas discussões a respeito da importância da leitura, principalmente dentro do ambiente escolar. A prática, ainda muito discutida por pesquisadores e profissionais da área, é um desafio em sala de aula como atividade pedagógica de aprendizado e entretenimento.
Passaporte para um futuro promissor, a leitura é transformadora. Fonte de conhecimento e informação, o hábito de ler abre um leque de resultados positivos para qualquer faixa etária, capaz de gerar indivíduos com outras perspectivas, quando estimulados. Os principais agentes que podem inserir esse hábito na vida das pessoas são os educadores.
É nos espaços escolares que se deve construir a consciência acerca da importância da leitura. Esse papel, dentro da escola, cabe ao professor, que, como incentivador, pode atuar desenvolvendo diversas atividades em suas aulas não apenas como ferramenta de aprendizado, mas como instrumento para fomentar o gosto pelos livros.
É no acredita a professora de português do ensino fundamental II da escola municipal Lina Bosi Canova, Marta Emília Soares Placideli, que leciona há mais de 20 anos na rede pública e considera os projetos de leitura como peças-chave em suas aulas, apreciadas por colegas e alunos. “Praticar a leitura em sala de aula é fundamental para o desenvolvimento do aluno, que através dos livros se depara com um mundo ainda não conhecido por ele”, ressalta. 
Um dos projetos desenvolvido pela professora Marta é a “Roda da Leitura”, que além da leitura compartilhada promove debates sobre temas da atualidade. “Trabalhado há muitos anos em sala de aula com o projeto “Roda da Leitura”. Não é só um trabalho de fornecer informações sobre temas da atualidade, como, por exemplo, as drogas, o preconceito, a inclusão, mas também provocar uma consciência crítica no aluno”, explica.
Outras ações marcaram a história da professora em sala de aula. Em 2005, ela desenvolveu atividades baseadas na obra do escritor Orígenes Lessa. Em 2007, criou um projeto inspirado em Monteiro Lobato, no qual os alunos puderam conhecer diversos livros do autor e visitar a casa em que o famoso escritor viveu, conhecida como Sítio do Pica-Pau Amarelo, na cidade de Taubaté, em uma viagem de muita história e conhecimento. 
Em 2011, um dos projetos que marcou os alunos e a professora foi o “Literatura de Cordel”, desenvolvido durante uma feira de tecnologia na qual os alunos produziram conteúdo sobre meio ambiente e utilizaram a tecnologia para apresentar as poesias de cordel ao público. “Me lembro exatamente de cada trabalho feito. É muito gratificante ver que aquilo que você ensina para seus alunos pode se transformar em produções bonitas”, comenta. 
É DE PEQUENO QUE SE COMEÇA
Tomando como referência o trabalho da também professora da escola Lina Bosi, Luciana Rosa Estevam de Souza, que leciona há 20 anos para o ensino fundamental I, convivendo diariamente com crianças de seis a 12 anos, parece óbvio que quanto mais cedo a relação com a leitura for estimulada, melhor pode ser o resultado.
A educadora conta que duas vezes na semana também leva seus alunos até a biblioteca da escola para retirar um livro. Com os pequenos, porém, a abordagem visando o estímulo à leitura é diferente e começa de forma lúdica, na visita ao espaço e nas explicações sobre o funcionamento e a importância do local, para que depois a leitura seja feita em sala de aula.
O primeiro contato pode ser fundamental, mas, para a professora, o trabalho tem que ser contínuo. “Cabe a nós, professores, darmos o pontapé inicial para que as crianças passem a conhecer os livros e a importância de uma biblioteca, mas temos que continuar incentivando-os ao prazer da leitura, para que cada aluno comece a se interessar por esse mundo tão vasto que é a literatura”, explica a professora formada em Letras e Pedagogia.
Luciana ainda cita diversos projetos que já desenvolveu durante toda sua carreira educacional e destaca que não se pode deixar de lado, de maneira alguma, o incentivo à leitura nesses primeiros anos escolares. “Aprender a ler e a escrever é fundamental, mas aprender a fazer o uso da leitura e da escrita transforma o aluno e o leva a melhores condições, social, cultural, cognitiva, linguística, entre outras durante a sua vida”, relata.
Mesmo com todo esse incentivo, as professoras Marta e Luciana, confessam não ser tão simples assim. Muitas vezes existe alunos que não gostam ou não querem ler e os projetos educacionais de leitura perdem um pouco seu objetivo. Mesmo assim, elas não desistem e mostram muita garra quando o assunto é educação.
Despertar o interesse pela leitura é uma das peças fundamentais para o desenvolvimento do aluno em sua trajetória escolar, acadêmica e para sua formação profissional. Muitos educadores arregaçam as mangas e fazem de tudo para promover no ambiente escolar iniciativas que tornem a prática agradável, proporcionando aos alunos momentos mágicos.
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