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Uma cidade de leitores
Antônio Theodoro de Oliveira, de 78 anos, e Mayara Regina, de 18 anos, são exemplo de que para ler não existe melhor idade
Uma cidade de leitores
SEMPRE PRESENTE - Antônio Theodoro já ganhou diversos prêmios na BMOL por ser considerado um dos leitores mais assíduos (Foto: Flávia Placideli/O ECO)
Na semana em que se comemora o aniversário de Lençóis Paulista, conhecida como a “Cidade do Livro” por conter mais livros do que habitantes, nada melhor do que homenagear aqueles sem os quais os 140 mil exemplares do acervo da Biblioteca Municipal Orígenes Lessa (BMOL) perderiam a razão de existir: os leitores. Pessoas que não trocam uma boa leitura por nada, talvez por gostarem de passar o tempo imersos em mundos e histórias além da realidade. Pessoas apaixonadas pelas palavras e pela forma encantadora que alguns autores têm de usá-las, dando sentido não apenas às histórias como às suas próprias vidas.
Pessoas como a jovem Mayara Regina Soares de Souza, de 18 anos, que diz ler um livro a cada quatro dias. “Toda semana vou até a Biblioteca Municipal para retirar livros. Já li bastante, mas sempre tem algo novo que chama atenção. Leio diversos autores, mas tenho os meus preferidos também”, conta a jovem.
Dentre seus favoritos, ela cita as autoras Agatha Christie, conhecida pelos romances policiais e Maya Banks, autora conhecida por escrever romances contemporâneos, históricos e de suspense. Mas ela admite ser bem eclética quanto ao gênero do livro e seu autor. “Se eu olhar o título e me interessar, já levo para a casa. Acredito que os livros nos ensinam muitas coisas que nem sempre estão ao nosso alcance. Eles nos levam a lugares distantes e nos apresentam a pessoas incríveis e assustadoras, como nos livros com personagens de vampiros”, brinca ela.
Mayara diz que o gosto pela leitura vem desde a infância, quando ia visitar a casa de uma tia que possuía muitos livros em uma estante, onde ela sempre pegava um para ler. O hábito se tornou tão forte que a jovem se tornou uma das leitoras mais assíduas da BMOL, seu lugar preferido. “Adoro aquele espaço. Me sinto muito bem lá”, revela. 
Quem também tem visitado bastante a Biblioteca e retirado muitos livros é o sr. Antônio Theodoro de Oliveira, de 78 anos, que no final do ano passado chegou a receber seu segundo prêmio por ficar em 3º lugar na colocação dos leitores mais assíduos, retirando ao todo 111 livros no decorrer do ano. Em 2015 ficou em 1º lugar, lendo um total de 126 livros. 
Oliveira conta que sempre gostou de ler, mas que o prazer pela leitura diária começou na vida adulta. “Eu sempre li bastante jornais, revistas, livros, principalmente os religiosos, hoje eu vou na Biblioteca e leio de tudo”, conta o lençoense, que acredita no poder que a leitura tem de transformar as pessoas e sua visão de mundo. “Eu compro, empresto, mas nunca deixo de faltar um livro para a minha leitura diária. É uma forma de estarmos sempre por dentro do que acontece no mundo”, revela o aposentado.
Quem lê não sabe definir ao certo o que motiva a leitura diária. Talvez porque o hábito acaba virando um vício que, como todos os outros, faz com que a pessoa sempre queira mais, seja para conhecer novos gêneros e autores ou para se aventurar pelos clássicos, pelas literaturas estrangeiras, por contos e poesias. O fato é que, quando se vê, já não há mais saída, o jeito é abrir um bom livro e se entregar ao deleite. Para ler não importa a idade, o que vale é o prazer. Disso, ‘seo’ Antônio e a jovem Mayara sabem muito bem.
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