Espaço Cultural: Guardião da história
Criado em 2006, local abriga o Centro de Documentação Histórica do município e o acervo de obras raras
Espaço Cultural: Guardião da história
RELÍQUIAS - Espaço Cultural abriga um dos mais importantes acervos de obras raras do estado (Foto: Elton Laud/O ECO)
Com o objetivo de garantir melhores condições para a preservação do numeroso acervo de obras raras e documentos da BMOL, em 2006 foi criado o Espaço Cultural Cidade do Livro, que acabou se tornando o guardião da história lençoense. O prédio, construído no primeiro quarto do século passado, inicialmente era alugado, mas foi totalmente reformado e comprado pela Prefeitura Municipal.
Além da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, o local abriga hoje o Centro de Documentação Histórica da cidade, que reúne diversos tipos de documentos, desde atas dos poderes Legislativo e Executivo até mapas e fotografias antigas; o Laboratório de Preservação, Reparos e Digitalização, que conta com equipamentos de última geração; e também com as sessões de armazenamento.
Lá estão acondicionadas mais de mil obras e documentos raros - metade já digitalizada, dentre as quais algumas relíquias, como um manuscrito de Don João V, de 1733, doado pela Fundação Casa de Rui Barbosa, e um livro de 1585, escrito em Latim. O espaço ainda abriga cerca de 10 mil livros pertencentes às bibliotecas particulares de diversos escritores renomados; o acervo dos principais jornais que circularam na cidade, como O ECO; coleções de revistas de circulação nacional e internacional, como Cruzeiro, Manchete, Times, entre outras.
Lá também estão armazenados alguns itens peculiares, como coleções de discos de vinil, fitas VHS, xilogravuras doadas por Ciro Fernandes, objetos pessoais de diversos escritores, entre eles um chalé de Cora Coralina, a caneta Montblanc usada por João Guimarães Rosa para escrever “Grande Sertão - Veredas”, e uma infinidade de coisas de Orígenes Lessa, inclusive uma garrafa de Whisky que não chegou a ser consumida totalmente, vinda diretamente de seu apartamento, no Rio de Janeiro.
A bibliotecária Silviane Sanches, que entre BMOL e Espaço Cultural já acumula 10 anos de trabalho na cidade, revela que cuidar de tanta raridade é algo que exige muita reponsabilidade, mas que a experiência é muito gratificante. “É uma responsabilidade enorme trabalhar aqui, mas é tudo muito gostoso e enriquecedor. Lidamos com coisas que não têm apenas valor histórico para a cidade, mas também para a região, para o estado. Temos livros aqui do século XIX que, até onde se sabe, provavelmente é o único exemplar que ainda existe”, destaca.
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