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BMOL: patrimônio cultural de Lençóis Paulista
Com acervo de mais de 140 mil títulos, biblioteca é motivo de orgulho para a cidade
BMOL: patrimônio cultural de Lençóis Paulista
MODERNA - Entre 2013 e 2014 a BMOL passou por um processo completo de reforma e modernização, oferecendo mais conforto aos usuários (Foto: Elton Laud)
Não há dúvidas que a Biblioteca Municipal Orígenes Lessa (BMOL) jamais teria se tornado o que é sem a dedicação de seu patrono, mas o tempo não pode ser ingrato com dois importantes personagens dessa história: Zanderlite Duclerc Verçosa (1927-1969) e Antonio Lorenzetti Filho (1916-2011), o primeiro por idealizá-la, o segundo por viabilizar sua construção.
A biblioteca foi criada em 1960, quando Verçosa, com a ajuda de outros membros da sociedade local, conseguiu reunir um acervo de cerca de 2 mil livros e instalá-la provisoriamente em uma sala do Ubirama Tênis Clube (UTC). Orígenes Lessa, que já era um escritor renomado, foi escolhido como patrono, mas só viria a tomar ciência do fato perto da inauguração da sede própria, viabilizada pelo então prefeito Antonio Lorenzetti Filho.
As novas instalações foram entregues em 28 de abril de 1963, no aniversário de 105 anos de Lençóis, inclusive com a presença do patrono, que demonstrou muita honra e gratidão pelo convite. Criava-se ali um vínculo irreparável entre o escritor e sua cidade natal, a ponto dele nunca mais conseguir se distanciar por muito tempo. Na verdade, nem queria, pois havia encontrado naquele ainda modesto aparelho cultural o motivo pelo qual o destino o fez vir ao mundo nessas terras.
Não por acaso, nos últimos anos de sua vida, mesmo quando estava distante, se entregou de corpo e alma à biblioteca, exercendo o posto de patrono no sentido mais pleno da palavra, como revela Regina Cecília Sasso, que hoje é funcionária da biblioteca da Facol (Faculdade Orígenes Lessa) e conviveu com o escritor entre 1976 e 1986, período em que trabalhou na BMOL.
“É até difícil explicar a relação que ele tinha com aquela biblioteca. Simplesmente adorava ficar ali separando o monte de coisas que trazia e conversando com as pessoas, principalmente com as crianças que lotavam o local quando ele vinha. Era uma pessoa muito simples e inteligente. Trabalhar ali foi um prazer. Aprendi bastante pelo convívio com as pessoas e com os livros”, comenta.
De fato, o convívio com Orígenes devia ser algo realmente cativante, mas a satisfação de poder fazer parte dessa história, mesmo sem ter tido a oportunidade de vivenciar as mesmas experiências de quem trabalhou ao lado do escritor, também é partilhada pelas pessoas que hoje se dedicam a manter esse legado, como no caso da bibliotecária Jane Maria Mozaner de Mello, funcionária da BMOL há 15 anos.
“Me sinto realizada por trabalhar aqui e gostaria que outras pessoas tivessem a mesma oportunidade. Tenho muito orgulho de tudo o que eu faço e me sinto honrada por fazer parte disso ajudando a preservar tudo aquilo que Orígenes fez com tanto amor e dedicação para transformar essa biblioteca no que ela é hoje para a população de Lençóis”, ressalta.
Atualmente, contando com os exemplares das três bibliotecas ramais, dos dois pontos de leitura e das cinco geladeirotecas, a BMOL dispõe de um acervo de aproximadamente 140 mil livros catalogados e disponíveis para empréstimo e outros 10 mil aguardando a inclusão no sistema. O local recebe diariamente entre 200 e 300 visitantes por dia, ou algo em torno de 70 mil por ano, mais do que a população local, estimada em 67.185 habitantes, segundo dados de 2017 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Não por acaso, Lençóis Paulista, que já é conhecida como a “Cidade do Livro”, deve ser reconhecida, em breve, como a Capital Nacional do Livro. O projeto 8.718/2017, de autoria do deputado federal Capitão Augusto (PR), que atendeu um pedido dos vereadores lençoenses Manoel dos Santos Silva, o Manezinho (PSDB), Jucimário Cerqueira dos Santos, o Bibaia (PV), e Luiz Gonzaga da Silva, o Luizinho do Açougue (PR), foi protocolado na Câmara dos Deputados em setembro do ano passado e aguarda parecer da Comissão de Cultura da Casa de Leis.
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