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“Humildade e trabalho é o que leva a gente ao topo”, diz Gui Bento
De folga em Lençóis, ala/armador do Pinheiros e da seleção brasileira de basquete fala de carreira, planos e conquistas
“Humildade e trabalho é o que leva a gente ao topo”, diz Gui Bento
SONHO - Convocado para a seleção brasileira de basquete para dois amistosos, Gui sonha defender o país nas Olimpíadas (Foto: Divulgação)
Os integrantes das escolinhas de basquete da Alba (Associação Lençoense de Basquetebol) receberam uma visita ilustre nesta semana. Curtindo alguns dias de folga, o ala/armador Gui Bento, que começou no esporte da mesma forma que eles e hoje é um dos destaques da modalidade no país, esteve na cidade para visitar a família e aproveitou para relembrar as origens ‘batendo uma bolinha’ no Ginásio Municipal de Esportes Antonio Lorenzetti Filho (Tonicão).
Jogando atualmente no Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, Guilherme Bento do Carmo, de 20 anos, deixou Lençóis Paulista no início de 2015 para ir em busca de seu sonho de se tornar um jogador de basquete profissional, mas não imaginava que sua carreira teria uma grande ascensão em tão pouco tempo, nem que se tornaria um ídolo, exemplo para dezenas de jovens lençoenses que almejam trilhar o mesmo caminho.
Os últimos anos foram, sim, de altos e baixos, mas o atleta soube aproveitar as oportunidades. Depois de uma passagem pelo Bauru Basket, onde conquistou um título e um vice-campeonato Paulista (2015/2016) com a equipe sub-19, viu o futuro ameaçado e, sem oportunidade em outra equipe de ponta, chegou a cogitar abandonar o esporte, mas decidiu continuar.
No início de 2017, foi para o América, de São José do Rio Preto, um clube mais modesto, mas que permitiria dar sequência com os treinamentos e competições para, quem sabe, conseguir uma vaga em um time maior. Foi o que aconteceu depois de quatro meses, quando recebeu a proposta do Pinheiros, onde sua carreira começou a ‘decolar’.
No clube da capital, começou disputando apenas jogos da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), mas logo conquistou espaço na equipe principal, na qual vem evoluindo a cada dia. “Sabia que seria um ano difícil e que eu teria que brigar por uma posição. Esperava jogar pouco e conquistar meu espaço com o tempo, mas as coisas foram acontecendo muito rápido e consegui amadurecer meu jogo muito rápido também”, comenta o atleta, que vê como fundamental o trabalho que teve na base.
“Não quebrar a transição e o ciclo de base foi muito importante. Eu aproveitei cada treino que tive, desde quando estava aqui em Lençóis, até os treinos de base e do adulto em Bauru, em Rio Preto e no próprio Pinheiros. Isso me ajudou muito a chegar no nível que eu estou hoje”, avalia Gui, que vive um início de ano excelente, apesar da recente eliminação de sua equipe dos playoffs do NBB (Novo Basquete Brasil) -  o Pinheiros perdeu a série melhor de cinco por três a um para o Basquete Cearense.
Além de uma inédita convocação para defender a seleção brasileira em duas partidas das eliminatórias da Copa do Mundo de 2019, disputadas em fevereiro contra Colômbia e Chile, o lençoense foi campeão do Torneio de Enterradas do Jogo das Estrelas do NBB, realizado no mês passado. Empolgado com o bom momento na carreira, ele faz planos para o futuro, mas sempre mantendo os pés no chão.
“A convocação para a seleção me motivou ainda mais, mas sei que preciso continuar trabalhando duro e jogando em alto nível para seguir no grupo. Quero poder representar o Brasil na Copa do Mundo (2019, na China) e nas Olimpíadas (Tóquio, em 2020), que é o meu maior sonho. É o campeonato que todo mundo quer estar e nem que seja apenas uma vez eu quero estar lá entre os 12 convocados”, destaca o atleta, que também espera um dia ganhar espaço no mercado europeu e depois na concorrida NBA.
Espelho para diversos garotos que frequentam as escolinhas da Alba assim como ele frequentou um dia, inclusive para os irmãos, Diogo, de 10 anos, que joga no sub-12, e João Vitor, de 18 anos, que também deixou Lençóis para jogar no Rio Claro, Gui dá um importante conselho: “Eu não tive berço de ouro, sou de família humilde. Comecei do zero e fiz vários esportes antes até eu descobrir o que realmente eu gostava. Nunca deixei de batalhar e acreditar no meu sonho, que também se tornou o sonho da minha família. O conselho que eu tenho para dar não só no esporte, mas também para a vida é perseverança, dedicação, humildade e trabalho, sempre. É isso que é essencial e é isso que leva a gente ao topo”, finaliza.
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