Ontem (17) foi o Dia Mundial de Conscientização sobre a doença
Distúrbio atinge mais de 11,5 mil pessoas no Brasil, segundo Ministério da Saúde
Ontem (17) foi o Dia Mundial de Conscientização sobre a doença
SANGRAMENTO - Hemofilia é caracterizada pela dificuldade de coagulação do sangue (Foto: Divulgação)
Ontem (17) foi o Dia Mundial da Hemofilia, data criada com o objetivo de promover a conscientização sobre a doença, que, segundo o Ministério de Saúde, afeta mais de 11,5 mil pessoas em todo o país. A hemofilia é uma condição rara, na maioria das vezes hereditária, caracterizada pela dificuldade de coagulação do sangue. Ela ocorre devido à falta ou diminuição de algumas proteínas no corpo humano, conhecidas como fatores, que são encarregadas por este processo. É por este motivo que as pessoas com este distúrbio possuem dificuldade de cessar sangramentos naturalmente.
Entre os tipos de hemofilia existentes, os mais conhecidos são o A e o B. O tipo A, que, segundo a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), representa 80% de todos os casos, é causado pela deficiência do Fator VIII, enquanto o B é decorrente da falta do Fator IX. A forma mais comum de transmissão da hemofilia ocorre de mãe para filho, por meio de um gene deficiente localizado no cromossomo X.
O transtorno ocasiona, além dos sangramentos visíveis, hemorragias intramusculares e intra-articulares, que, caso não sejam tratadas, podem desgastar as articulações e provocar lesões nos tecidos e ossos, conhecidas como artropatias crônicas, que acabam restringindo os movimentos dos pacientes com hemofilia.
Apesar de ainda não ter cura, os pacientes são capazes de controlar os sangramentos se realizarem um tratamento adequado. A terapia pode ser feita de duas formas: sob demanda, quando a reposição do fator deficiente é realizada no momento em que ocorrem sangramentos, ou por profilaxia, quando a reposição é realizada regularmente, para preveni-los.
Para proporcionar maior qualidade de vida, estão sendo realizados estudos que buscam alternativas de tratamento. As pesquisas clínicas que vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos mostram novas perspectivas sobre as formas de tratar a hemofilia e representam um marco para a comunidade de pacientes. As opções que estão em análise geram expectativa, pois serão capazes de beneficiar as pessoas que possuem resistência à terapia padrão.
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