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Paróquia Nossa Senhora da Piedade celebra 160 anos de fundação
Missa de ação de graças será celebrada amanhã (15), a partir das 18h30
Paróquia Nossa Senhora da Piedade celebra 160 anos de fundação
MÃE PIEDADE - Ao lado das imagens de Nossa Senhora da Piedade, monsenhor Carlos celebra o aniversário de 160 anos da paróquia (Foto:Flávia Placideli)
Amanhã (15) é uma data especial para a comunidade católica de Lençóis Paulista, que celebra os 160 anos da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, fundada, segundo documentos da Igreja, no dia 15 de abril de 1858, data em que a Cúria expediu o documento autorizando a criação da paróquia na Vila de Lençóes, elevada à condição de freguesia no dia 28 do mesmo mês, quando foi desmembrada de Botucatu.
Segundo os registros históricos, a primeira capela da cidade era bem rústica e pequena, construída toda em madeira, nas terras doadas por um grupo de fazendeiros encabeçados pelo coronel Joaquim Gabriel de Oliveira Lima. Foi neste local - situado pouco acima da atual igreja - que as missas foram celebradas por muitos anos, inicialmente por vigários vindos de Botucatu, já que o primeiro pároco, Antônio de Sant’Anna Ribas Sandim, chegou apenas em 1861.
As primeiras investidas mais intensas para a construção de uma igreja de alvenaria começaram apenas em 1887, com a chegada do padre italiano José Magnani. Devido à precariedade da capela que encontrou na cidade, o pároco iniciou uma grande luta pela construção de uma nova Matriz, mas, apesar dos esforços, a obra só foi concluída quase três décadas depois, em 1915, seis anos antes da morte de padre Magnani, que faleceu em 1921, aos 70 anos.
Outro importante personagem desta história foi padre Salústio Rodrigues Machado, que assumiu a paróquia em 1939 e conquistou bastante apreço dos fiéis, iniciando uma mobilização pela reforma da Igreja Matriz, já castigada pela ação do tempo. Foram anos de campanhas, mas os esforços permitiram que em 1948 fosse iniciada a obra, que terminou com a construção original sendo demolida para dar lugar ao prédio com a atual arquitetura, já com a torre que não constava na antiga capela. A inauguração ocorreu no dia 19 de março de 1953, quando toda a cidade se reuniu para receber a imagem da padroeira que até hoje decora o altar, vinda da Itália com a bênção do papa Bento XVI.
Padre Salústio faleceu dois anos mais tarde, em 1955, aos 58 anos, e, assim como padre Magnani, tem seus restos mortais sepultados na Igreja. Outro sacerdote sepultado no local é padre João Amâncio da Costa Novaes, que morreu em 1996, depois de liderar a comunidade católica lençoense entre 1969 e 1989. Foi sob a gestão de padre João que a cidade ganhou outras três paróquias no final da década de 1980: São José, Nossa Senhora Aparecida e São Pedro e São Paulo, desmembradas da Paróquia Mãe de Nossa Senhora da Piedade.
Atualmente, a cidade também conta com as paróquias Cristo Ressuscitado e Sant’Anna e São Joaquim, criadas em 1999 e 2017, respectivamente, ambas na gestão do monsenhor Carlos José de Oliveira, na qual a paróquia ainda passou por outros dois importantes marcos em sua história: a elevação à condição de Santuário Arquidiocesano, em 20 de agosto de 2000, e uma revitalização completa realizada entre 2014 e 2015.
Há quase 22 anos na cidade, monsenhor Carlos, que já é o líder católico que por mais tempo exerceu o sacerdócio em Lençóis Paulista - padre Magnani foi pároco por 21 anos, em três períodos distintos -, irá comandar amanhã (15) as celebrações pelos 160 anos de fundação da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, momento que para ele traz uma grande alegria.
“A história de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Lençóis Paulista, batizada antes mesmo da fundação da própria cidade é de extrema importância de ser conhecida pela população e pelos fiéis católicos. Fazer parte dessa história é uma grande responsabilidade e felicidade para mim”, destaca o monsenhor.
A missa de ação de graças pelo aniversário do Santuário de Nossa Senhora da Piedade será celebrada a partir das 18h30. Durante a solenidade, haverá apresentação do Coral Zillo Lorenzetti e da Orquestra Municipal de Sopros Maestro Agostinho Duarte Martins. Durante a celebração também acontece o lançamento do livro “Queridos irmãos e irmãs”, uma coletânea que narra as homilias e sermões do monsenhor Carlos, escrito pelo jornalista Saulo Adriano.
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