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"No PHS tenho mais chances", diz Tipó
Vereador deixa MDB, com divergências com cúpula nacional e mira em cadeira da Assembleia
REALIDADE - Tipó se mantém otimista em relação às eleições e se vê com chances reais de eleição (Foto: Elton Laud/O ECO)
O advogado e vereador Ailton Aparecido Tipó Laurindo deu nesta semana um importante passo rumo à candidatura a deputado estadual. Decidido a disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o lençoense se desligou do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) para se filiar ao PHS (Partido Humanista da Solidariedade). A informação foi confirmada ao Jornal O ECO na noite da última quinta-feira (5), após o vereador entregar sua carta de desfiliação ao partido pelo qual se elegeu vereador em 2016. A assinatura de sua ficha de filiação foi feita ontem (6), um dia antes do final do prazo para mudança de legenda para os que pretendem se candidatar a qualquer cargo nas eleições de outubro deste ano.
Segundo Tipó, a mudança de partido foi uma decisão estratégica, já que a legenda tem condições de eleger um deputado estadual com cerca de 30 mil votos, mas divergências com os caminhos do MDB também influenciaram sua saída.
“O que me levou a sair foram divergências político-pessoais, devido ao meu posicionamento a nível estadual contra a reforma da Previdência, que talvez seja o principal projeto do partido. Sou radicalmente contra e tenho feito dezenas de palestras criticando veementemente o MDB e o presidente Michel Temer. Isso acabou criando uma convivência difícil dentro do partido, que me deixou à vontade para sair”, relata o vereador, que explica que, apesar da desfiliação, o MDB garantiu que não irá requerer sua cadeira na Câmara Municipal de Lençóis Paulista.
POR QUE O PHS?
Decidido a concorrer ao cargo de deputado estadual desde outubro do ano passado, quando anunciou sua pré-candidatura com exclusividade ao Jornal O ECO, Tipó destaca que a ida para o PHS lhe dá chances reais e contundentes de se eleger. Segundo ele, o partido estima que terá votos suficientes para assegurar três cadeiras na Assembleia e que os candidatos que obtiverem aproximadamente 30 mil votos terão grandes possibilidades de sucesso.
Em 2014, quando disputou as eleições sem coligação e concorreu com 142 candidatos a deputado estadual, o PHS conseguiu fazer uma deputada. Naquele ano, a candidata Clélia Gomes, atualmente no Avante, acabou entrando com 25.275 votos, sendo a deputada eleita com a menor votação do estado. Analisando o cenário, Tipó acredita ter grandes chances, já que o partido não conta com nenhum nome de grande expressividade, capaz de obter uma votação exorbitante.
“O PHS vai lançar a mesma quantidade de candidatos e, atualmente, não tem nenhum deputado em exercício em São Paulo. O partido estima que a média de votação da grande maioria de seus candidatos varie de 3 mil a 10 mil votos, o que ajuda na legenda e aumenta as chances de candidatos como eu, com possibilidade de atingir e até superar os 30 mil votos. Isso é real”, ressalta.
Chegou o momento de termos um representante, diz Tipó
Caminhando rumo à segunda empreitada em busca de uma das 94 cadeiras da Alesp - a primeira foi em 2006, pelo PV, quando obteve 24.084 votos, sendo 17.814 em Lençóis Paulista - Tipó mantém o discurso otimista de seis meses atrás e se vê cada vez mais preparado e com chances de se eleger.
Além da experiência política e profissional adquirida ao longo dos últimos anos, ele avalia como positivo o fato de ser muito mais conhecido na região do que era em 2006, já que mantém escritórios e clientes em várias cidades, participa de programas de rádio e TV em Bauru e faz palestras por todo o estado falando sobre Direito Previdenciário, que é sua especialidade. 
“Tenho convicção que posso ir muito além. Precisamos de alguém que olhe com atenção para nossa região. Recebemos recursos, mas ainda é muito pouco perto do que pode ser feito. Eu moro em Lençóis, mas quero e vou trabalhar muito forte por todas as cidades ao nosso redor. Chegou o momento de termos um representante”, relata Tipó, que volta a dizer que é preciso que haja consenso em torno de um nome.
“Pela primeira vez a cidade tem a chance real de eleger um deputado apenas com os votos de seus próprios eleitores, basta que todos acreditem e entendam o quanto isso pode ser bom para o município. Temos quase 50 mil eleitores. Essa é a hora de fazer uma corrente para eleger um candidato daqui sem precisar dos votos de fora”, finaliza.
 
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