Doença irá afetar mais de 8 milhões de pessoas até 2040, diz OMS
Sem cura, diagnóstico precoce ajuda no controle da enfermidade, que causa sintomas como tremores e desequilíbrio
Doença irá afetar mais de 8 milhões de pessoas até 2040, diz OMS
CAUSA - Mal de Parkinson é uma doença neurológia que surge por causa da degeneração de uma região do cérebro que produz a dopamina (Foto: Divulgação)
Hoje (4) é o Dia Nacional do Parkinsoniano, data para conscientizar e alertar a sociedade sobre o Mal de Parkinson e as demais doenças responsáveis por afetar o sistema nervoso central, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) atingem mais de 4 milhões de pessoas pelo mundo, mas irão ultrapassar a casa dos 8 milhões até 2040.
O Mal de Parkinson é uma doença neurológia que surge por causa da degeneração das células de uma região do cérebro que produz a dopamina. Essa substância é responsável por levar as correntes nervosas, chamadas de neurotransmissores, ao corpo. Sem receber a dopamina, o organismo para de funcionar como deveria e os movimentos são diretamente afetados.
A doença é crônica e progressiva, ou seja, com o passar do tempo aumentam os tremores, a lentidão de movimentos, a rigidez muscular e o desequilíbrio. A doença ainda causa alterações na fala e na escrita. Não existe um teste ou exame específico para diagnosticar o mal de Parkinson. O diagnóstico deve ser feito com base na história clínica e nos exames neurológicos do paciente.
De acordo com o neurologista André Felício, existem sintomas que podem indicar o surgimento da doença. “De uma maneira geral, se pensa que a doença surge quando a pessoa começa a tremer, mas, na verdade, ela surge entre 10 e 20 anos antes com a diminuição do olfato, constipação intestinal, alteração do comportamento durante o sono, que começa a ficar mais agitado, e indícios de depressão”, explica o médico, que revela que cada sintoma, por si só, não indica o início do mal, mas quando todos aparecem em pessoas com mais de 60 anos, é preciso procurar um médico.
TRATAMENTO
Não existe cura para o Mal de Parkinson, mas é possível combater os sintomas e evitar que mais células cerebrais morram, desta forma é possível diminuir a progressão da doença. “O mal de Parkinson é a segunda doença degenerativa mais comum e a única que se consegue um bom controle dos sintomas, principalmente na primeira década” explica.
Além do uso de medicamentos, o paciente também deve ser acompanhado por outros profissionais como fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo. De acordo com o neurologista, o mal de Parkinson não causa a morte dos pacientes, mas alguns elementos da doença podem diminuir a sobrevida. “Pacientes que estão mais sujeitos ao risco de queda, por exemplo, e podem ficar acamados ou ter alguma complicação por causa disso”, completa Felício.
PREVENÇÃO
Ter uma vida saudável, se alimentar bem e praticar atividade física pode ajudar, mas ainda não se encontrou uma forma realmente eficiente de evitar o Mal de Parkinson. De acordo com André Felício, existem vários estudos que tentam identificar a doença precocemente, antes dos primeiros sintomas motores, para desenvolver remédios neuroprotetores. “É o futuro da doença”, relata o médico.
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