Nível de emprego formal em Lençóis recua em fevereiro
Destaque nos últimos meses, construção civil foi principal responsável pela queda; setor fechou 162 postos de trabalho
Nível de emprego formal em Lençóis recua em fevereiro
VAI E VEM - Finalização de obras de empreendimento residencial podem justificar número de demissões da construção civil (Foto: Flávia Placideli/O ECO)
Apesar do clima de aparente recuperação da economia do país observado nos últimos meses, o nível de emprego formal segue oscilando na região de circulação do Jornal O ECO, com as cidades alternando meses de desempenho positivo e negativo. Exemplo disso é Lençóis Paulista, onde as contratações voltaram a recuar em fevereiro, fazendo a cidade fechar o mês com saldo negativo, depois de registrar uma alta considerável no primeiro mês do ano.
De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados na última sexta-feira (23), o mercado de trabalho formal lençoense fechou 53 postos de trabalho no mês passado (677 contratações e 730 demissões), enquanto que em janeiro haviam sido abertas 396 novas vagas (979 contratações e 583 demissões).
Curiosamente, a queda no período foi impulsionada, principalmente, pelo setor que nos últimos meses vinha se destacando entre os demais: a construção civil. Depois de registrar altas em dezembro (97) e janeiro (255), o setor fechou fevereiro demitindo mais do que contratando, desligando 226 trabalhadores e admitindo apenas 64, o que resultou em saldo negativo de 162 empregos com Carteira de Trabalho assinada.
Com o comércio (-15) e o setor de serviços (-36) também terminando o mês no vermelho, os índices só não foram piores graças ao desempenho da agropecuária, administração pública e indústria de transformação, que, possivelmente, por fatores relacionados à volta as aulas (recontratação de professores na rede municipal de ensino) e à proximidade da safra canavieira (contratação de profissionais  para a colheita e beneficiamento da cana-de-açúcar) criaram 71, 46 e 44 novos postos de trabalho, respectivamente, contribuindo para diminuir o déficit. 
O diretor de Desenvolvimento, Geração de Emprego e Renda da Prefeitura Municipal, André Paccola Sasso, o Cagarete, avalia como natural retração observada em fevereiro, em decorrência de fatores já esperados, como a queda registrada neste período na movimentação do comércio e do setor de serviços, e também por conta da finalização de uma grande obra residencial na Zona Oeste da cidade, que impactou diretamente a construção civil.
Mesmo sem a divulgação dos dados referentes ao mês de março, ele projeta um cenário diferente no próximo balanço. “Diferentemente de fevereiro, em março já observamos uma movimentação maior em diversos setores e, como consequência, o aumento de contratações, principalmente no comércio, na agropecuária e na indústria de transformação. Essa variação pode ser observada historicamente. Entendemos isso como algo natural”, completa.
Saldo no ano segue positivo e clima é de otimismo
Apesar da pequena queda, de acordo com os dados atualizados, a cidade continua com saldo positivo no ano, com 342 vagas abertas no mercado formal desde janeiro (1.657 contratações e 1.315 demissões). No acumulado dos últimos 12 meses, de março de 2017 a fevereiro de 2018, o índice é ainda melhor: 508 novos empregos com Carteira de Trabalho Assinada (7.776 contratações e 7.268 demissões).
Outro dado observado é que o mercado local apresenta uma sensível melhora no nível de emprego na comparação com fevereiro de 2017, quando haviam sido fechados 87 postos de trabalho (588 contratações e 675 demissões) na cidade. Para Cagarete, os números demonstram que a economia local segue no caminho certo e justificam o clima de otimismo para este ano.
“Temos muitos motivos para comemorar, percebemos no dia a dia que existem empresas locais contratando pela movimentação no Centro do Empreendedor. Estamos com saldo de cerca de 350 vagas entre janeiro e fevereiro e esperamos melhorar isso nos próximos meses. Nos mantemos otimistas, pois percebemos que as coisas estão se estabilizando não apenas aqui, como em todo o país”, ressalta o diretor.
Macatuba volta a demitir mais do que contratar
Macatuba também fechou fevereiro demitindo mais trabalhadores do que contratando, chegando ao quarto mês consecutivo de saldo negativo na geração de empregos formais. No mês passado, segundo o Caged, a cidade perdeu 42 postos de trabalho (75 contratações e 117 demissões), índice ainda inferior que em janeiro (-24), dezembro (-10) e novembro (-20).
Assim como em Lençóis Paulista, a principal responsável pela baixa foi a construção civil, que terminou o mês com saldo negativo de 43 vagas (uma contratação e 44 demissões). Com exceção da agropecuária, que criou 28 novos empregos (34 contratações e seis demissões), a cidade terminou ‘no vermelho’ nos demais setores, como indústria de transformação (-20), comércio (-4), serviços (-2) e administração pública (-1).
Com os dados de fevereiro, o saldo negativo do mercado de trabalho formal macatubense em 2018 agora é de 66 vagas (158 contratações e 224 demissões). Considerando o acumulado dos últimos 12 meses o déficit aumenta para 144 vagas (1.168 contratações e 1.312 demissões).
Demais cidades da região apresentam recuperação
Pederneiras foi o destaque entre as cidades da região, fechando fevereiro com saldo positivo de 224 vagas (518 contratações e 294 demissões). Todos os setores tiveram desempenho positivo, com destaque para a agropecuária, que criou 181 novos empregos (241 contratações e 60 demissões), construção civil (23) e indústria de transformação (14). Com o desempenho, a cidade agora registra alta de 226 vagas no ano (910 contratações e 684 demissões) e 136 vagas nos últimos 12 meses (3.832 contratações e 3.696 demissões).
Agudos teve um desempenho modesto, mas positivo, com 14 empregos criados (250 contratações e 236 demissões), com destaque para o setor de serviços, que criou 34 vagas (97 contratações e 63 demissões) e agropecuária, que criou 14 vagas (41 contratações e 27 demissões). Construção civil (-23), comércio (-11) e indústria de transformação (-2) fecharam ‘no vermelho’. No ano o saldo positivo é de 31 vagas (542 contratações e 511 demissões), enquanto que nos últimos 12 meses foram criados 246 novos empregos (3.008 contratações e 2.762 demissões). 
Areiópolis fechou o mês criando 13 novos empregos (31 contratações e 18 demissões), com destaque para a administração pública, que abriu 16 vagas (18 contratações e 2 demissões), serviços (5), agropecuária (1) e indústria de transformação (1); diferentemente do comércio, que foi o único com desempenho negativo (-10). O saldo, porém, permanece negativo em 2018, com três postos de trabalho fechados (51 contratações e 54 demissões). O mesmo se repete no acumulado dos últimos 12 meses, que registra saldo negativo de 40 vagas (411 contratações e 451 demissões).
 
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